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Sul
Denominação Primitiva
Praia do Mandú
Denominações Outras
Praia da Companhia de Pesca, Praia da Armação.
Denominação Atual
Praia da Armação.
Histórico
Em princípio, a denominação de Praia do Mandú, se estendia desde a Ponta da Companha até a Ponta das Garças. O nome mandú, é de um peixe cação, ou cação mangona, abundante nas águas frias dessa costa oceânica. Na gíria aplica-se o termo mandú para uma pessoa atoleimada. Também pode referir-se a um peixe de água doce - mandú.
A partir de 1830, a Praia do Mandú, ficou restrita até a Ponta das Pedras, onde se iniciava a Praia das Areias. Estes são os marcos dos limites da Praia da Armação, e que aplica aos nossos dias.
A denominação "armação" , está relacionada à faina da baleia. Designava o local onde os cetáceos eram esquartejados e colocados, em pedaços dentro de grandes caldeirões, para a extração do seu precioso óleo iluminante,
No local, funcionava toda a Companhia de Pesca da Baleia da Armação da Lagoinha do Peri, ou da Armação do Pântano do Sul (1772).
Ruínas das construções da Armação, ainda podem ser vistas, na praia, e a capela, com muitas alterações, dedicada a Nossa Senhora, ainda continua de pé e prestando serviços à comunidade. Pelo que se vê, o empreendimento embora hoje previsto como crime ecológico, foi o grande impulsionador do progresso do Sul da Ilha de Santa Catarina e, muito especialmente, para a Armação, hoje, um moderno ponto turístico da Ilha.
Descrição Física
É, a Praia da Armação do Pântano do Sul, uma das mais belas praias da Ilha de Santa Catarina. Longa, com larga faixa de areias brancas e finas, ondas serenas, em alguns trechos, e agitadas em outros ao Norte, e propicia para o Surf. Suas águas são límpidas, porém muito frias. Fica localizada no Distrito de Pântano do Sul, e a 22 km do centro de Florianópolis.
Tem início na Ponta da Companhia e termina no lado Sul da Ponta do Morro das Pedras. É uma região sujeita a ressacas, desgastando continuamente a praia, que avança sobre a costa e perigosamente sobre as construções praieiras.
Dimensões
Extensão - 3.200 metros
Largura - 2 a 50 metros
Usos e Costumes
A Armação integra, com Campeche e Pântano do Sul, o maior complexo pesqueiro da Ilha de Santa Catarina, sendo assim, uma praia essencialmente de pescadores, e que produzem pescado para os mercados, local e os de grandes centro do país.
Apesar de ter sido de 1772 a 1910 o grande centro de captura e exploração de baleias, e grande centro pesqueiro hoje, também tornou-se uma praia balneária, a mais concorrida no Sul da Ilha.
O fluxo, e a freqüência turística em Armação, cresce rapidamente tendo a praia uma boa infra-estrutura para essa finalidade com restaurantes e pousadas. Em sua praia está situada uma das mais antigas capelas de Santa Catarina, e a comunidade local, em população fixa, aproxima-se dos 8.000 habitantes, número esse que se quintuplica na alta temporada turística.
Integra o complexo turístico da Armação, o Parque Municipal da Lagoa do Peri, em toda a área dessa bacia com seus morros, o que contribui para a oferta de turismo ecológico.
Denominação Primitiva
A mesma.
Denominações Outras
Não possui
Denominação Atual
Praia da Lagoinha do Leste
Histórico
A Praia da Lagoinha do Leste, fica entre uma praia lacustre, ou fluvial, ou ainda marítima. É muito pouco freqüentada dada as extremas dificuldades de acesso, que é, feito através do Morro do Matadouro, ou no popular, do "matadeiro", fortemente íngreme, dando oportunidade para a formação do rio que deságua numa enseada, formando uma pequena lagoa de estuário e uma bela praia de areias alvas e limpas.
O topônimo deriva, como se vê, dessas características geográficas locais.
Descrição Física
É uma praia muito bonita e alternada entre água doce e água salgada, em confronto com a chegada no do Matadouro e o bater das ondas do mar, e dos momentos de marés altas e baixas. É longa e muito larga, com areias alvas e piso firme, com algumas áreas de areia mole, às margens da parte interna da lagoinha.
Fica dentro de uma enseada profunda, a Leste da Ilha de Santa Catarina, e integra o complexo do Pântano do Sul, e do Distrito do mesmo nome.
Dimensões
Extensão - 680 metros.
Largura - de 10 a 120 metros.
Usos e Costumes
Durante muito tempo foi somente freqüentada por pescadores do Pântano do Sul. Hoje em dia, atrai cada vez mais, curiosos e aventureiros, na prática do turismo ecológico e das atividades radicais. Seu acesso dá-se por trilhas, em subida íngreme, ou através de embarcações .
Oferece um belo visual, com seu, exuberantes contornos, e os contrastes da natureza entre o mar, o rio, o lago e o verde dos morros circunvizinhos, com destaque para o Morro do Matadouro que lhe emoldura.
Por meio de Lei, toda a área leste dos morros tributários da Lagoinha do Leste, foram transformada em Parque Municipal da Lagoinha do Leste e, de preservação permanente todo o ecossistema.
Denominação Primitiva
Saco do Matadouro.
Denominações Outras
Praia do Matadeiro, Praia do Sangrador.
Denominação Atual
Praia do Matadeiro
Histórico
A primitiva denominação encontrada a partir de 1785, é de Saco do Matadouro fazendo alusão, do que acontecia nessa praia, que se completava a matança de baleias, que chegassem ainda vivas, próxima ao local de operações de esquartejamento, nos galpões da Armação.
Este nome também foi atribuído ao morro que lhe fica defronte. O povo simples deturpou a palavra correta do vernáculo, e passou a designar o Morro e o local de, matadeiro. Ao morro, porque além de fronteiro, era "de matar o cidadão", vencê-lo subindo e descendo para chegar até a Lagoinha do Leste ou mesmo ao Saco do Matadouro.
Hoje em dia emprega-se mais o termo errado matadeiro. Raramente encontramos alguém dizer matadouro, ainda mais que há uma outra praia, com este nome, no Continente.
Na ponta de terra próxima, que era denominada, Ponta da Companha de Pesca da baleia, virou hoje das campanhas, quando o correto deveria ser, Ponta da Companhia.
Por isso, entendemos que se deva voltar a aplicar o termo correto de Saco do Matadouro, ou melhor, Praia do Saco do Matadouro, segundo se vê nas Cartas Geográficas antigas (até 1960 ) e no Dicionário Geográfico de José Arthur Boiteux,
Descrição Física
É uma praia bravia, ondas fortes e largas, com muito repuxo, areia fina e clara, águas claras, de muita salinidade e muito fria. Limita-se, ao Sul, com a Ponta do Quebra Remo e, ao Norte, com o canal sangradouro da Lagoa do Peri.
Está guarnecida pelos contrafortes do Morro do Matadouro, forma de um semicírculo, e nela deságua um pequeno riacho.
Integra o território do Distrito de Pântano do Sul, sendo uma praia de muita beleza.
Dimensões
Extensão - 850 metros
Largura entre 2 a 18 metros.
Usos e Costumes
O uso tradicional de abate de baleias, não faz mais sentido, mesmo porque foi uma página, ecologicamente feia e criminosa, portanto negra na história econômica da Ilha de Santa Catarina. Presentemente é utilizada para entrada e saída de barcos de pesca e de acesso aos costões para a pesca de garoupa ou a prática de pesca de mergulho.
Também, é utilizada para esportes mais radicais, que necessitam de ondas, como surf e Hindy surf.
Como balneário, é bastante procurada, mas por outro lado é uma praia perigosa, e que só deva ser freqüentada por pessoas experientes em mar bravio. Na região existem várias casas de veraneio, e algumas famílias, com residência permanente.
Denominação Primitiva
A mesma
Denominações Outras
Não possui
Denominação Atual
Praia do Pântano do Sul
Histórico
Desde muitos anos, que a população denomina a localidade de Pantano e não de Pântano do Sul. Numa pronúncia rápida parece estarem dizendo, PANTO SUL. O topônimo, pântano tem origem no fato de que toda a faixa a oeste da praia, era pantanosa, estruturada por uma série de pequenos rios, que vêm dos morros circunvizinhos. Era um pantanal, e que fora utilizado por muito tempo, para cultivo do arroz irrigado.
A grafia antiga e registrada até 1970, nas Cartas Geográficas e, inclusive pelo uso da comunidade, era pantano sem o acento circunflexo, e não Pântano, com vem sendo aplicado hoje. A mudança da grafia altera a origem popular, que não usa a acentuação, inclusive na pronúncia, logo pantano, o que ortograficamente não estaria correto.
Contudo, fica uma pronúncia provocante o dizer-se pantano, em lugar de pântano, dai porque, ter-se que dar por aceita a nova forma gráfica, alias, correta.
Até a organização da Companha de Pesca de Baleia da Lagoinha, a comunidade de Pântano do Sul, era pequeníssima, e, dizem, lá só habitavam índios (1768).
O Ciclo da Baleia, trouxe o desenvolvimento e a expansão da Armação - Praia do Mandú e do Pântano do Sul, hoje sede do Distrito do mesmo nome.
Descrição Física
Pântano do Sul, é uma praia de pescadores. Muitas embarcações, do tipo baleeira, ocupam praticamente toda a longa praia que vai desde a Ponta da Régua, ao Sul, até a Ponta do Marisco, ao Norte.
Tem uma larga faixa de areia, mais de cem metros em alguns trechos, de areia acinzentada, talvez por estar recebendo através dos anos, depósito de toneladas de restos de peixes, muito geralmente, do cação mangona, principal espécie capturada no Pântano do Sul.
Suas ondas morrem suavemente ao longo da praia.
Dimensões
Extensão - 3.000 metros
Largura - 5 a 100 metros
Usos e Costumes
Pântano do Sul, é mais tradicional praia de pesca, de todo o Estado de Santa Catarina.
Destaca-se pela pesca do cação mangona, e dos cercos de tainha. Tem ainda, atividades de alto mar, com barcos maiores, tanto para captura dos peixes já assinalados, como peixes finos como, garoupa, pijareba, robalo, lagosta, enfim, uma grande variedade de peixes, que são colocados no mercado local, e de outros importantes centros consumidores, do país. Atualmente, a Praia também entrou no circuito do turismo, com razoável infra-estrutura, e bons restaurantes especializados em frutos do mar
Denominação Primitiva
Sempre foi encontrada a mesma denominação.
Denominações Outras
Praia das Pacas e Praia da Solidão.
Denominação Atual
Praia do Rio das Pacas.
Histórico
Trata-se, o topônimo Rio das Pacas, uma das mais antigas denominações geográficas da Ilha de Santa Catarina. O topônimo Rio das Pacas, foi encontrado em todos os mapas consultados, tendo assim, uma aplicação mais do que consagrada.
Do nome do rio, que desemboca nesta praia, vem o nome da praia, isto é, Praia do Rio das Pacas. O nome identifica o fato de que, nesse rio, eram encontradas muitas pacas, e era local de caça. Caçaram tantas pacas, que foram extintas na região.
Ao início dos anos sessenta, novos moradores do local, considerando-o retirado e escondido, resolveram chamá-lo de solidão, e buscam imagem para consagrar uma substituição toponímica, que a população local não deseja, e se rebela, pois, fere a tradição.
A localidade do Rio das Pacas, é muito antiga, e faz ponto de apoio para quem passa pela costa leste da Ilha, em direção Sul, para o Saquinho, para a Ponta do Pastinho e mesmo, para Naufragados.
Descrição Física
É uma bela praia. Seu conjunto com o rio, o horizonte oceânico, o morro com vegetação exuberante, aos fundos, o sol brilhando pela manhã, com um lindo nascer, enfim tudo é paradisíaco.
Suas águas são cristalinas e mansas, apesar de aberta ao oceano. É que o rio amortece o bater das ondas, criando uma praia de fundo macio e de suave declive, contornado por areias brancas.
Tem início na Ponta das Pacas e termina, fazendo limite Norte, com a Praia de Pântano do Sul, na Ponta da Régua.
O Rio das Pacas, que nela desemboca, tem pouca correnteza e pouco volume de água, a não ser com fortes chuvas quando traz águas embarradas dos morros da Costa de Dentro e do Trombudo.
Dimensões
Extensão - aproximadamente 830 metros
Largura - de 3 a 40 metros
Usos e Costumes
Tradicionalmente foi área de pesca, em especial para tainha, que vindo do corsos perdia-se das redes acostando na foz do Rio das Pacas e se fazendo preza fácil das tarrafas. Serve para apoio de embarcações, e de passagem, para as outras comunidades mais adiante.
Pouquíssimos eram os habitantes nativos, e que hoje substituídos por aportes de outras origens, para morada fixa, poucos, ou para veraneio, diversos.
Transformou-se, para melhor, num balneário, que oferece um futuro promissor, pois é um local de exuberante beleza
Denominação Primitiva
A mesma em todos os mapas consultados
Denominação Outras
Não possui.
Denominação Atual
Praia do Saco da Baleia.
Histórico
Saco, como já foi dito, significa uma formação geográfica da costa do mar em profundo semicírculo, que pode ser maior ou menor, saco ou saquinho.
Sua denominação deve provir de ter nele dado uma baleia ou local de observação da passagem de baleias, como a própria designação está à indicar.
Nunca teve outra designação, também, por ser uma região difícil de ser atingida, por caminhos de pé, ou mesmo através de embarcações. Até é bom, que nenhum abelhudo e metido a inovador, lá não apareça, procurando colocar topônimos novos.
Descrição Física
É um belo exemplo de praia pedregosa, daí porque não poder ficar de fora deste inventário, embora pouco, ou quase nenhum, uso se faça dela. Na sua orla existem muitas e pequenas pedras e quase nada de areia que tem uma textura fina.
É uma praia pequena a única que se encontra desenhada, entre as Pontas do Pasto e do Saquinho
Toda a orla do Leste da Ilha de Santa Catarina, nessa região é formada por costões especialmente, até encontra-se o Rio e a Praia das Pacas.
Dimensões
Extensão - 230 Metros
Largura - aproximadamente, entre 1 e 15 metros
Usos e Costumes
É uma região pouco freqüentada, pois tem acesso muito difícil, por isso, só eventualmente, lá aparece alguém, para pescar e fazer passeios em forma de aventura, formas chamadas de radicais, e/ou para saciar o desejo, quase sempre salutar, de quem queira conhecer tudo o que tenha a maravilhosa e surpreendente, Ilha de Santa Catarina.
É uma praia para aventuras
Denominação Primitiva
A mesma
Denominações Outras
Nada foi encontrado.
Denominação Atual
Praia do Saco do Caldeirão
Histórico
Caldeirão, pode significar várias coisas ou situações, como: lugar, no, ou numa parte do mar, onde não se toma pé; concavidade nos lajeados, ou em grandes pedras, onde acumula água da chuva, ou do mar lançada pelas ondas; uma grande panela, de ferro, onde se preparava, ao fogo, o óleo de baleia.
O povo não sabe dizer, por qual desses significados, este saco teria sido denominado de caldeirão.
O que se percebe, pela configuração geográfica do local e da natureza, com um pequeno regato chegando à praia, formando um grande buraco na areia, que fica escondido pelas ondas, tem-se, no visual, a idéia da formação de um caldeirão, encaixando-se com a primeira interpretação semântica. De outro ângulo, vê-se que uma grande pedra da costa, possui a forma de caldeirão. Outros, afirmam que lá foi encontrado, em destruição pela ferrugem, um caldeirão de preparar o óleo de baleia, e que o mar tivera trazido desde a Armação.
Para explicar a origem da denominação, ficamos com a primeira versão, isto é, um grande buraco, um caldeirão, no fundo do mar, próximo da praia.
Descrição Física
Trata-se de continuidade da Praia do Saquinho, pois só é separado por uma pequena formação rochosa, e o saco, dando deságüe de um pequeno riacho, e segue até a Ponta das Pacas, ou Ponta do Rio das Pacas.
É uma praia cascalhada e areia fina, de mar alto, com ondas fortes, pois está aberta ao oceano. Suas águas são límpidas.
Dimensões
Extensão - 150 metros
Largura - de 0 a 15 metros
Usos e Costumes
Tem muito pouco uso e utilidade, o Saco do Caldeirão. Trata-se de uma passagem para o Saquinho, porém pode ser utilizada como apoio para a prática da pesca de costões, aliás no que é esporadicamente utilizada.
Tem pouca expressão na vida local, e não apresenta maiores referências, contudo sua identificação remonta a mapas geográficos desde 1780, merecendo assim ser citada.
Denominação Primitiva
Sempre foi encontrada a mesma denominação
Denominações Outras
Nada para registrar
Denominação Atual
Praia do Saquinho
Histórico
A denominação, refere-se à formação da costa e a penetração do mar. Saquinho diminutivo de saco, acidente geográfico, pequena enseada.
É de se admirar como os açorianos, no século XVIII, chegaram até esta região, para organizar a sua propriedade rural. Deve, sem dúvida, ter sido uma aventura. Um começar de toda a vida. Não há estradas, não há energia elétrica, não há comunicações e, fica-se a pensar, o que teria levado os primeiros moradores a lá chegar! Seria o espírito de aventura? Seria a oportunidade de ter uma pedaço de terra doada pelo governo?
Hoje em dia, praticamente só uma família tem o controle fundiário da localidade e vem, aos poucos, vendendo áreas à veranistas e novos aventureiros. É uma região íngreme, de difícil acesso, solo irregular, terras fracas para a agricultura, restando tão somente o bucolismo, o espírito de ermitão, ou a "doce vida" fora do mundo agitado dos centros urbanos do chamado mundo moderno, de hoje.
Descrição Física
Trata-se de uma pequena praia, em forma de saco, aberta para o oceano, areia fina e branca, com algumas pedras a adorná-la, e um panorama de horizonte aberto e enigmático.
A praia, é cercada por dois costões. Situa-se, a leste da Ilha de Santa Catarina, integra o Distrito de Pântano do Sul, mais ou menos, à 27º e 46" de latitude sul.
Dimensões
Extensão - 400 metros
Largura - 4 a 10 metros
Usos e Costumes
Como a Praia do Saquinho e inclusive sua região, possui uma Cruz Missioneira colocada no início do século XX, quando Missionários partiam para lugares isolados, para pregarem a palavra de Deus, Religião Católica, é aproveitada para a realização da única festa anual da comunidade e que reúne cerca de duas dezena de moradores locais, e mais um bom número de interessados e cultores, das tradições do interior da Ilha de Santa Catarina, a Festa da Santa Cruz do Saquinho.
Possui dois caminhos. Um que dá acesso à Praia dos Naufragados, e um outro para o Norte, indo até a Praia do Rio das Pacas e Pântano do Sul, única forma de chegar-se ao centro da Cidade de Florianópolis.
Não tem estradas para veículos, porém, somente para o trânsito feito a pé, aliás e, por mar.
Outrora, foi um centro produtor de farinha de mandioca e cultura do milho. Pescaria muito pouca, ou somente para auto consumo.
Denominação Primitiva
A mesma denominação
Denominações Outras
Nada foi encontrado, sempre foi designada como Praia dos Naufragados
Denominação Atual
Praia dos Naufragados.
Histórico
Não restam dúvidas, de que a denominação de Naufragados, à esta praia, advém de terem chegado à ela pessoas que sofreram naufrágios de suas embarcações.
Qual, ou quais, naufrágios teriam determinado esse topônimo, isto sim, fica a dúvida pois foram vários os naufrágios verificados na Barra Sul da Ilha de Santa Catarina, e, em várias épocas remotas, tanto no início da presença de espanhóis, 1514 a 1531, como por ocasião da epopéia açoriana, de 1748 a 1756.
No primeiro caso, Juan Dias de Solis, um dos descobridores e fundadores de Buenos Aires, em 1514, deixara, aqui na Ilha 21 dos seus marujos, sob a alegação de ter naufragado uma de suas embarcações faltando espaço para todos. Cá ficaram os náufragos de Solis, que como se sabe, ficaram na ilha por mais de quarenta anos, é o que regista o relatório de Sebastião Caboto, quando por aqui passara. Como ficaram na região, teriam identificado a Praia do extremo Sul da Ilha, virada para o alto mar, para o oceano, com o título de Praia dos Naufragados.
No que se refere ao segundo episódio, o dos açorianos, é mais contundente. Uma Galera que levava 250 açorianos, retirados da Ilha de Santa Catarina, após permanência de três anos de adaptação, para irem fundar, como o Brigadeiro Silva Paes a hoje Cidade de Porto Alegre, naufragou ao passar pela Barra Sul. Quase todos os açorianos morreram, tendo a maioria dos corpos dado nessa praia e lá foram sepultados. Morreram 241 pessoas. Supomos que essa versão para a denominação de naufragados, seja a mais acertada.
Depois, a denominação foi aplicada à ponta sul da Ilha - Ponta dos Naufragados, passagem estratégica, de mar muito agitado por fortes correntes marinhas, e por isso, de dificílima travessia, donde se explica os muitos, e outros naufrágios ocorridos no local.
Como se percebe, é, uma denominação muito ajustada à realidade, e de muito sentido histórico e épico.
Descrição Física
A Praia dos Naufragados se estende desde a ponta do mesmo nome, até a Ponta do Frade, formando uma grande enseada, em grande curva aberta para o Oceano Atlântico, tendo à sua esquerda, as Ilhas Três irmãs e a dos Moleques do Sul, proporcionando um encantador visual. Integra o território do Distrito do Ribeirão da Ilha, sendo a estrada que lhe chega próximo, distando 4 km de caminho pela floresta, a Rodovia Baldicero Filomeno, a principal rodovia do Ribeirão e do Sul da Ilha, tendo parte sem pavimentação. Naufragados é uma longa e larga faixa de areia, tendo quase ao centro, a foz de uma Cachoeira, que também recebe o nome de Cachoeira dos Naufragados.
Sua areia e fina e branca, sendo as águas de mar alto com ondas largas e fortes, especialmente quando sopra o Vento Sul.
Em seu contorno, na Costa, há um, maciço de morros muito fortes, dificultando o acesso por terra, tanto para pessoas e totalmente impossível por veículos terrestres.
Dimensões
Extensão - 1.450 metros
Largura - de 15 , 100 metros
Usos e Costumes
Ir à Praia dos Naufragados é um passeio ecológico dos mais fascinantes e inesquecíveis. E poético e salutar. Por isso é a principal atividade no local, turismo ecológico através de suas trilhas de acesso e vagar pelos morros, visitar o farol e retomar de baleeira.
Porém é ainda muito utilizada para a pesca, especialmente de tainha através da rede de arrasto, cercada ao mar e puxada, com milhares de peixes para a terra.
No local, há pequena estrutura de serviços e, ameaçadamente, alguns posseiros e invasores, ou mesmo proprietários legais, constróem prédios clandestinamente, estando pela falta de um projeto técnico, a mutilar o ambiente e o ecossistema, e todo o complexo dos Naufragados.
Junto à Ponta dos Naufragados, próximo ao Farol (1871) , uma Bateria de canhões (1914) , mantida e fiscalizada pelo Exército Nacional, que por isso, mantém, no local, alguns soldados e graduado, permanentemente.
Na Ilha de Araçatuba, na entrada da Barra, há uma Fortaleza (1765) Nossa Senhora Conceição da Barra Sul, que a UFSC recém assumiu a administração e restauração para estudos e turismo.













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