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Norte
Denominação Primitiva
Praia Brava
Denominações Outras
Sempre a mesma
Denominação Atual
Praia Brava
Histórico
Brava, forte, perigosa, raivosa, irada, com belo e agressivo porte, enfim tudo se aplica a esta praia, como justificativa para que o povo, tradicionalmente, passasse a designá-la e isso, desde os mais remotos tempos, de Praia Brava.
Por estar cercada por íngremes e elevados maciços de argila e pedra, teve difícil acesso, e por isso, raríssimamente alguém lá aparecera para pescar, mesmo assim na maioria das vezes chegados pelo mar.
Aos anos 70, uma empresa passou a ocupar a praia Brava e aos poucos transformando-a num Complexo Turístico e Hoteleiro.
Descrição Física
É uma praia que se estende desde a Ponta da Feiticeira, que a separa da Praia dos ingleses, indo até a Ponta da Bota, a Sudoeste.
Localiza-se no Distrito de Cachoeira do Bom Jesus, e aberta ao norte de característica oceânica. Apresenta ondas bravias, daí a denominação, com forte repuxo, e que só deve ser freqüentada com muito cuidado, e, para quem tenha bom domínio de mar.
Águas límpidas, com muita salinidade, e de temperatura agradável. Sua areia é finíssima e macia, oferecendo encantador visual. Possui quebra ondas, com poços profundos, e depois o fundo do mar segue com suave declive. É piscosa e possui excelente infra-estrutura.
Dimensões
Extensão - 920 metros
Largura - 10 a 150 metros
Usos e Costumes
Tivera, primitivamente, pouca utilização, e de pesca, com as embarcações vindas pelo mar, e de outras praias. Nos costumes, era uma praia temida pelos pescadores, dada as suas bravias ondas, e mar como, diziam, de fundo "falseado".
Seu uso tomou vulto com a implantação de um empreendimento de turismo no local, e além de ofertas de residências turísticas, oferece hotéis e restaurantes, possuindo um pequeno número, de moradores permanentes.
Denominação Primitiva
Praia de Canna Vieiras
Denominações Outras
Praia de Canavieiras, Praia de Canavieira, Praia de Canas Vieiras Praia de Canasvieiras e finalmente Praia da Cachoeira.
Denominação Atual
Praia da Cachoeira
Histórico
A Praia de Cachoeira veio aparecer com essa designação, nos Mapas Cartográficos, somente a partir de 1960, em conseqüência de uma revisão dos topônimos distritais do Município de Florianópolis, e sendo resultante de uma subdivisão da então Praia de Cana Vieiras, que se estendia até a Ponta das Canas. Aliás, em toda essa região, era encontrada essa variedade de cana.
A denominação de Cachoeira, deriva do nome do Distrito e que legalmente é denominado de Cachoeira do Bom Jesus. Por seu turno, o nome do Distrito vem da realidade geográfica do seu território, que começa num morro - Morro da Cachoeira, onde nasce uma Cachoeira, que deságua na Praia de Canasvieiras (hoje Cachoeira). O orago da Comunidade da Região é o Senhor Bom Jesus, e, assim, a localidade e sua cachoeira, passaram a ser identificadas como Cachoeira do Bom Jesus.
Como o povo procura simplificar as coisas, reduziu a denominação da Praia, para somente, Cachoeira, deixando o Senhor Bom Jesus, de lado.
Descrição Física
O Distrito de Cachoeira do Bom Jesus é dotado de uma população expressiva, superior a 15.000 habitantes residentes, sendo, sua área de praia, organizada com um excelente complexo de serviços turísticos,
A Praia tem início na Ponta das Canas e segue em direção sudoeste até encontrar a foz do rio do Braz onde também fica o marco de divisa entre os distrito de Cachoeira do Bom Jesus e o de Canasvieiras.
É uma excelente praia e que conta, em altas temporadas, com uma centena de milhar de freqüentadores, tanto de moradores locais, de proprietários de casas de recreio e veraneio e de hóspedes de muitos hotéis lá existentes, e ainda mais os turistas de presença diária.
Suas águas são limpas, as areias brancas e finas, ondas suaves e temperatura da água em nível agradável.
Suas características são entre aberto e mar de baía, pois situa-se à entrada da Baía Norte da Ilha de Santa Catarina.
Dimensões
Extensão - 2.800 metros
Largura de 5 a 30 metros
Usos e Costumes
Mesmo considerando que o Distrito de Cachoeira do Bom Jesus, seja um dos mais antigos do Município de Florianópolis, sua praia só conseguiu expressão após 1970. A sede Distrital ficava longe da Praia, pois seus moradores dedicavam-se mais a agricultura que à pesca.
A função balneária, veio para ficar e suplantar todas as demais atividades produtivas do povoado e é considerado, hoje, um grande centro turístico do Estado de Santa Catarina, sendo preferido, como Ponta das Canas e Canasvieiras, pelos turistas argentinos e uruguaios.
Oferece todos os serviços básicos necessários e seu sistema viário é eficiente, e adequado as atuais necessidades.
Denominação Primitiva
Praia da Lagoinha
Denominações Outras
Praia da Lagoinha.
Denominação Atual
Praia da Lagoinha da Ponta das Canas
Histórico
A denominação desta praia, é claramente derivada das característicasfísicas da região.
O qualificativo, das canas, deriva do vegetal que era abundante na área em estudo. Denominada primitivamente por apenas, Praia da Lagoinha, necessitou, com o tempo, aplicar um qualificativo diferenciativo, de Ponta das Canas, vez que existem outras praias de lagoinha no Município de Florianópolis .
Destinou-se para as atividades da cultura da mandioca, do milho, do café e da pesca servindo sua pequena lagoa, como local para deixar,as embarcações, em repouso e abrigo contra as intempéries, esperando o momento de ir ao mar lançar as redes.
Descrição Física
Geograficamente, o local é um estuário, dividido em mar e lagoa de água doce, sendo que a lagoa, ou Lagoinha é formada por diversos rios, pequenos, tributários, e que se transformaram, na foz, em lagoa, pelo represamento das areias do mar, junto à praia, que recebe o nome de Praia da Lagoinha.
Tem, a praia, início na costa esquerda da Ponta do Rapa e se estende até a ponta da Lagoinha, com um traçado em semicírculo, tendo mais à direita o sangradouro ou deságüe da pequena lagoa. Integra o território do Distrito de Cachoeira do Bom Jesus.
A praia de mar, tem areia fina, é de ondas calmas, e fundo que se aprofunda suavemente, facilitando a entrada e saída de embarcações, como também para rede de arrasto para a pesca da tainha.
No contorno da lagoinha, vê-se alguns morros, com espessa vegetação entre a qual surgem construções residenciais e de veraneio temporário.
Dimensões
Extensão - 760 metros
Largura - 12 a 35 metros
Usos e Costumes
Muito embora seja uma região famosa é muito procurada para veraneio e usos pouco diversificados.
Primitivamente, e ainda hoje, tem atividades de pesca associada ao recreio e turismo.
Também é área residencial para moradores permanentes possuindo muitas residências de temporadas, hotéis e colônias de férias.
Denominação Primitiva
Praia da Ponta das Canas
Denominações Outras
Nada foi encontrado como outras denominações.
Denominação Atual
Praia da Ponta das Canas
Histórico
A denominação desta praia decorre, como a anterior e outras a seguir, da geografia e do vegetal encontrado no local . Uma ponta de areia, parte argilosa com pedras, junto a qual vicejava um canavial, e da variedade vieira ou "cana vieira".
O local serviu para organização de uma comunidade que trabalhava com lavouras associando à pesca, pois a praia oferecia, aliás ainda oferece, ótimas condições para essas atividades.
Com o advento da prática de veraneio e casas de sítios de descanso e repouso, a região foi escolhida por mais de duas centenas de famílias que passaram a disputar com os nativos os espaços residenciais e da praia. Esta tornou-se uma área balneária.
Descrição Física
A Praia da Ponta das Canas, tem início na Ponta da Lagoa e se estende até o final da Ponta das Canas, quando tem início a Praia da Cachoeira.
É uma praia calma, águas claras e areia fina, com fundo do mar descendo em suave declive. A temperatura da água é agradável, e todo o conjunto oferece atrativos para lazer e recreio.
Situa-se entre o alto mar e o mar de baía, aliás a Baía Norte da Ilha de Santa Catarina pode ter como marco a ponta das Canas, e, por isso, pode ser considerada como praia de mar interno e manso.
A área de Ponta das Canas sofre o processo de erosão provocado pelas correntes marinhas e por isso a praia é carregada lentamente, necessitando de estudos e execução de obras para reduzir o impacto do fenômeno.
Integra o território do Distrito de Cachoeira do Bom Jesus.
Dimensões
Extensão - 950 metros
Largura de 1 a 18 metros
Usos e Costumes
Ponta das Canas é uma área de recreio e férias para famílias. Parece ser um território familiar, mesmo assim continua tendo muitos moradores nativos e que se dedicam à pesca, e a prestação de serviços para veranistas e turistas.
Tem ambiente tranqüilo, afastado das rodovias e dos movimentos estressantes, possuindo restaurantes, bares e serviços de apoio.
Denominação Primitiva
Praia da Ponta Grossa.
Denominações Outras
Praia de São Francisco de Paula e Praia do Forte.
Denominação Atual
Praia da Ponta Grossa.
Histórico
Todo o progresso, desenvolvimento e/ou modernizações ensejam alterações toponímicas. Algumas válidas, porém outras nem tanto. No caso da presente praia constata-se o fenômeno de ter ela perdido totalmente suas origens. É uma praia totalmente independente da Praia do Forte porém, popularmente é assim considerada.
Na verdade, toda a praia, que parte da Ponta dos Morretes em direção sudoeste e terminando junto a ponta que marca o limite noroeste da Praia do Pontal, foi designada como Praia da Ponta Grossa em função do acidente geográfico do local. Por causa disso é que o Forte de São José, recebe o atributo locacional "da Ponta Grossa". Aliás, a comunidade local é conhecida como da Ponta Grossa.
Conversando com o Senhor Otaciliano Alves da Luz, morador nascido no local, com 96 anos bem vividos, afirmou-nos ele, que o presente trecho de praia onde ele mora "sempre foi chamado de Praia da Ponta Grossa e não como do Forte, que é coisa inventada pelo pessoal de hoje".
Partindo desta constatação, a proposta que fazemos, é a de consagrar, para esta praia total autonomia do Forte (aliás como já o é geograficamente) para a denominação de PRAIA DA PONTA GROSSA.
Descrição Física
A Praia da Ponta Grossa é uma praia de mar intermediário entra a baía e o alto mar. Por isso, suas águas são límpidas, com largas porém suaves ondas, piso de areia fina e alva e com aprofundamento suave e longo. É possível penetrar-se ao mar tomando pé á quase 220 metros.
Seus limites noroeste-sudoeste já foram definidos no histórico. Integra o território do Distrito de Canasvieiras e situa-se a costa norte do Pontal.
No Alto da Ponta Grossa encontra-se edificado, restaurado e administrado pela Universidade Federal de Santa Catarina, o Forte de São José da Ponta Grossa, construído em 1750, pela Coroa Portuguesa, dentro da estratégia de defesa da Ilha de Santa Catarina.
Dimensões
Extensão de 90 metros
Largura de 15 a 45 metros
Usos e Costumes
Outrora tratou-se de uma praia exclusive de pescadores e adequada aos lances de tainha por "rede arrasto".
Teve aplicação por escassa população local, pois só era atingível por mar ou por trilhas íngremes e acidentadas.
Nos dias atuais, trata-se de uma praia turística, com incipiente infra estrutura sendo que o acesso de veículos só pode ser feito pela Praia do Forte, com o carro chegando somente até aproximadamente a uns duzentos metros, após à pé e por entre as rochas que separam essas duas praias.
Denominação Primitiva
O povo considerava o trecho integrante da Praia de Canasvíeiras.
Denominações Outras
Além de Canasvieiras e de São Francisco de Paula, Praia do Iate Clube, Praia do Hotel Canajurê, Praia dos Gomes e Praia da Ponta Grossa.
Denominação Atual
Praia de Canajurê.
Histórico
A denominação caracterizando esta praia como autônoma, da praia de Canasvieiras ou da Ponta Grossa, é muito recente. No máximo 10 anos.
Realmente trata-se de uma praia independente e desde o momento em que se construiu nela um hotel e um condomínio residencial de grande porte, para os turistas internacionais, foi batizada com o nome de CANAJURE identificando suas raízes, isto é, um pouco de Canasvieiras - CANA -, e um pouco de Jurere, ex-praia da Ponta Grossa, JURE.
Descrição Física
Tem ela seu começo junto a Ponta dos Morretes e segue em direção sudoeste até a ponta de pedras, sem denominação, e que dá inicio a Praia de Jurerê.
É uma praia bonita e agradável. De águas cristalinas, ondas suaves, fundo de areia fina e de afundamento bastante suave. Pode-se dizer que trata-se de uma praia intermediária entre as de baía e as de alto mar.
Por colocar a disposição do turismo um complexo expressivo, a presença de público, embora restrito, é fortemente significativa.
Não possui entrada livre para a população em geral.
Junto à ela deságuam dois pequenos córregos.
Situa-se no Distrito de Canasvieiras.
Dimensões
Extensão de 105 metros
Largura entre 15 e 40 metros
Usos e Costumes
A Praia de Canajurê atualmente, esta com utilização restrita aos usuários do condomínio ou do hotel.
Aparecem transeuntes que se movimentam entre as praias de Canasvieiras e a de Jurerê.
Outrora serviu para as fainas de pescas, especialmente como nos disse o Senhor Otaciliano Alves da Luz: "para grandes lances de tainha, mas hoje seu moço, nem mas tainha tem neste mar".
Denominação Primitiva
Praia de Canna Vieira
Denominações Outras
Praia de Canas Vieiras, Praia de Canavieira, Praia de Canasvieiras
Denominação Atual
Praia de Canavieiras
Histórico
Desde o Mapa de 1786, encontra-se o registro da de Praia Cana Vieiras, sendo esta a primeira grafia para o topônimo. Tal designativo, deriva de uma variedade de cana que deve ter existido no local, ou fora cultivada pelos açorianos, pois foram eles que deram início a Vila de São Francisco de Paula das Cana Vieiras. A Carta Hidrográfica de Bellegarde -1830, também registra a grafia de Cana Vieiras (1).
Consultando vários dicionários brasileiros e outros editados em Portugal, antigos, ou de publicação recente, o verbete canasvieiras, não foi encontrado, mais tão somente canavieira ou canavieiras, aliás, como é a grafia de uma cidade e de um rio, na Bahia .
Por isso, a grafia adotada hoje, para a praia, resulta de um erro lingüistico, que foi consagrado pelo uso
Como registra a história, o Povoado dedicado a São Francisco de Paula das Cana Vieiras, foi fundado pelos açorianos em 1754, sendo que a sua primeira denominação adotada, foi a do Santo Padroeiro, aliás, foi o nome dado à Ilha, que lhe fica defronte, e que hoje é denominada do Francês.
Pelas excelentes qualidades das suas águas, beleza do local e a tranqüilidade de suas ondas, e da proximidade das Fortalezas de Santa Cruz do Anhatomirim e de São José da Ponta Grossa, transformou-se no primeiro balneário do Município de Florianópolis, fazendo história como tal a partir do século passado. Recebeu grandes impulsos governamentais a partir de 1930, e a SC 401 hoje, teve o primeiro traçado, com respectivo projeto de engenharia, em 1942, como .sendo a Estrada para o Balneário de Canasvieiras.
Descrição Física
Inicialmente a Praia de Canavieiras englobava a de Cachoeira pois, é, na verdade uma única praia, somente dividida por convenções sociais. Trata-se de uma praia de mar intermediário entre o mar oceânico e o de baía. Fica aberta para, o Norte e, por isso, tem águas claras, areia e ondas suaves, e que, dada a suavidade do declive do fundo do mar, suas ondas se estendem na praia por mais de 50 Metros.
Seu limite, ao Norte, é a divisa distrital - Cachoeira do Bom Jesus com o de Canasvieiras - e, ao Sul, com a Ponta dos Morretes, numa linha quase reta, partindo da Capela de São Francisco de Paula, que alguns dizem ser São Francisco Xavier.
Dimensões
Extensão - 2.200 metros
Largura de 8 a 60 metros
Usos e Costumes
As Primeiras atividades dos açorianos, na região, foram direcionadas para a agricultura e para a pecuária. A pesca veio depois e, se firmou como principal função para a praia, isto é, praia de pescaria e ranchos de pescadores, que foram desaparecendo na medida em que o balneário ganhava expressão. Contudo, ainda restam alguns pouquíssimos desses ranchos.
O uso como balneário veio a partir do início do século, e num rápido crescimento tornou-se, em nossos dias, um dos principais pólos balneários do Sul do Brasil. O maior impulso foi dado pelo Prefeitura de Florianópolis, em 1956, quando toda a área foi projetada em lotes e ruas, e colocados, os lotes, à venda. Realmente, este foi o momento decisivo para o arranque do balneário que hoje possui uma grande rede hoteleira e demais serviços turísticos necessários. Recebe muitos turistas internacionais, e resto os nacionais, de São Paulo e do Rio Grande do Sul.
(1) - Canavieira, s.f. Bot. 1- Planta gramínea (sorgum saccharatum) 2-Erva graminacea (arundinaria canavieira)
Denominação Primitiva
Praia da Ponta Grossa
Denominações Outras
Praia de São Francisco; Praia do Forte, Praia de Jurerê Internacional
Denominação Atual
Praia de Jurerê
Histórico
Esta praia, das mais tradicionais da Ilha de Santa Catarina, pela sua posição estratégica, em conjunto com a Ponta de terra a Oeste, teve como primeiro nome, Praia da Ponta Grossa, em referência à citada ponta, que foi escolhida para localizar um dos pontos de defesa da Ilha de Santa Catarina, plano do Brigadeiro José da Silva Paes.
Com a fundação da Póvoa de São Francisco de Paula, passou a denominar-se Praia de São Francisco de Paula, e, posteriormente, de Jurerê nome introduzido pela empresa imobiliária responsável pelo primeiro plano de loteamento desta praia, cuja razão social era, Imobiliária Jurerê.
Foi uma alteração programada, e que chocou aos moradores e tradicionalistas ilhéus. Bem verdade, que o nome Jurerê , tem história e tradição, pois era um dos nomes, dado à Ilha, pelos Carijó. Seu nome completo era, Y-Jurerê-Mirim, significando Boca d"água Pequena, em relação ao estreito central, que a separa do continente.
Até 1955 , quando a imobiliária foi constituída, seu nome era Ponta Grossa, e uma praia de pescadores. Após os primeiros impactos imobiliários, conheceu grande desenvolvimento urbanístico a ponto de se tornar, hoje, um centro turístico internacional.
Descrição Física
A Praia de Jurerê, é uma Praia longa, de mar intermediário, com ondas longas e calmas, areia fina e clara, tendo águas de temperatura agradável, límpidas e de média salinidade.
Tem inicio na Ponta dos Morretes, que a separa da de Canasvieiras, e segue até a entrada da ponta de terra que é ocupada pela Bateria de São Caetano, o Forte de São José e muitos moradores tradicionais, base da população da comunidade de Ponta Grossa. Como a família de minha mãe ( do Professor Nereu) é deste local, conheci-o bem, informando que até 1956, não havendo estrada de acesso ao local, seu alcance dava-se pela Praia de Canasvieiras, com maré baixa, quando era possível atravessar, pela areia da praia (Carroça, carro de boi "ou automóvel) , a Ponta dos Morretes, indo até a comunidade de Ponta Grossa, ao Forte e sua Praia ou mesmo à Praia de Ponta Grossa.
O complexo turístico de hoje, integra o Distrito de Canasvieiras, sendo, pelo Forte, uma estrutura histórica de grande importância para Santa Catarina.
Dimensões
Extensão 3.200 metros
Largura de 6 a 80 metros
Usos e Costumes
A ocupação da região da Ponta Grossa, tem início com a construção do Forte São José, da Bateria de São Caetano e da Bateria Nova do Pontal.
Junto ao Forte, organizou-se e desenvolveu-se uma comunidade que ficou intitulada oficialmente, como Ponta Grossa, dedicando-se à pesca como atividade principal e na agricultura e serviços junto ao Forte, como secundárias.
Com a implantação do empreendimento imobiliário, sob a responsabilidade da Imobiliária Jurerê , tem início a transformação da região, de área de pesca e de segurança, para a do turismo de Praia e histórico, pois o Forte de São José, restaurado pela universidade Federal de Santa Catarina, é uma visita obrigatória para quem desejar conhecer, mais um pouco, da história de Santa Catarina e do Sul do Brasil.
No momento, o complexo turístico de Jurerê, tem foro internacional e usufruindo de todos os serviços básicos para essa atividade.
Denominação Primitiva
Praia do Pontal
Denominações Outras
Praia da Daniela ou Praia do Mangue do Rio dos Ratones
Denominação Atual
Praia do Pontal
Histórico
A Praia do Pontal, adquiriu esta denominação pela configuração geográfica que apresenta a região. É uma ponta de areia que avança em direção à Ilha do Raton Grande (a grafia encontrada, em alguns mapas é de ratones, neste caso plural de raton, expressão castelhana, e portanto inadequada, pois o certo, quando se refira à uma só das Ilhas dos Ratones, vem no singular - raton), crescendo constantemente pelos depósitos de areia, extraídas de Canasvieiras e da Ponta das Canas pelas correntes marinhas trazidas pelas águas, e que ao se encontrarem com o bloqueio da saída ao Rio dos Ratones, se voltam para a terra em sistema de contribuição permanente.
O Pontal em nossos dias, está bem maior que há 20 anos atrás, quando teve início o lançamento do Balneário Daniela.
Essa Empresa, entendeu de passar a chamar a praia de Daniela, por ser o nome de sua primeira neta, deixando de lado a denominação tradicional e histórica do Pontal. Aliás, nos Mapas sempre foi grafado o nome original, e, muito raramente em mapas turístico, sem precisão técnica, como de Daniela. Por isso, entendemos que, na oficialização toponímica das praias municipais, seja mantida a denominação de Praia do Pontal, reservando a denominação, Daniela para o Balneário, e olhe lá, que já é muito! Ficaria Balneário Daniela, na Praia do Pontal.
Se a denominação das praias de Florianópolis, foi estabelecida através desta lei, deve ser levado em conta, que a legislação atual não permite nominar logradouros públicos com nomes de pessoas vivas, como é o caso de Daniela.
Descrição Física
Trata-se de uma praia ainda em formação. Tem uma face para o mar aberto e, uma outra, para a foz do Rio dos Ratones, e está constituída de um grande mangue. Aliás, toda a região tem fundo de lama o que dificulta a organização dos sistemas de drenagem e de saneamento básico, especialmente esgotos domésticos, tendo, como conseqüência elevado risco de contaminação de suas águas.
Toda a areia da praia é clara, fina, e no conjunto apresenta características de mar de baía, isto é, mar manso.
Seu início está assinalado por um conjunto de pedras naturais, ao final da Praia do Forte e termina, junto ao mar, no extremo oeste do pontal que se dirige à Ilha do Raton Grande. A Ponta final do Pontal aparece denominada em mapas antigos de Ponta da Gamboa.
Dimensões
Extensão - 2.200 metros
Largura de 3 a 20 metros.
Usos e Costumes
O Pontal foi secularmente uma região pouco procurada. Lá não habitavam, nem nativos nem veranistas. Raramente morou ali algum pescador, tendo, contudo, vários ranchos de embarcações que se aventuravam a pesca de mar, ou à captura do siri, do camarão e do berbigão. Como era, e é, um mangue, entendiam, os antigos, que não oferecia condições habitáveis. Os aterros levados a efeito pela imobiliária incorporadora do Balneário Daniela, organizaram ruas, praça e os lotes. Mesmo assim, mantém, na atualidade um grande número de residências de veraneio e recreio.
Na verdade, sua praia, Praia do Pontal, oferece excelentes qualidades balneárias, finalidade essa que assumiu, tendo para tanto forte esforço comunitário e apoio governamental. É uma localidade tranqüila, bonita e afastada das pressões do turismo de massa, qualidades que muitos buscam, para fugir do estresse urbano
Denominação Primitiva
Praia da Barra do Sambaqui, Praia da Ponta da Luz, Praia do Seu Raulino.
Denominações Outras
As mesmas anteriores.
Denominação Atual
Praia do Rola.
Histórico
A Praia do Rola é a última praia da Ponta do Sambaqui antes de encontrar com o estuário do Rio dos Ratones.
A denominação que é utilizada pela população, inclusive dos mais antigos, é do Seu Rola, ou simplesmente Rola, apelido do Senhor Raulino de Andrade, que foi morador desta praia desde o século passado, e falecido há muito tempo, fincando raízes familiares no Sambaqui.
Mais ao Norte desta praia, e antes de chegar-se a Ponta da Luz , existe uma outra curta praia, que é conhecida como Praia do Venceslau, porém como não tem referências sociais ou cartográficas, deixa de ser inscrita neste inventário
Descrição Física
Trata-se de uma pequenina praia de mar de baía, de águas quase paradas, e que serve de estuário para um conjunto de pequenos regatos que descem do morro da Barra do Sambaqui.
Seus limites são consensuais pois faltam marcos geográficos definidos. De qualquer forma, são duas pequenas pontas de pedras sem denominações uma ao Norte e outra ao Sul, que determinam seu início e término, respectivamente.
O piso é de areia média, acinzentada apresentando formação de limo e algas costeiras. O fundo do mar desce em suavíssimo declive e, como está muito junto à costa, que é banhada por muita água doce, possui uma forte e densa vegetação cercando-a, formando um local aprazível.
Dimensões
Extensão - 360 metros
Largura de 0 a 6 metros
Usos e Costumes
Destina-se exclusivamente para recreio. São poucos, os moradores locais e os proprietários de casas de veraneio.
Denominação Primitiva
Adotou sempre a mesma denominação
Denominações Outras
Somente esta denominação, dos Ingleses.
Denominação Atual
Praia dos Ingleses
Histórico
Como é uma praia, que sempre adotou o mesmo topônimo, pouco há que se comentar em seu histórico.
Pelo menos, vejamos as explicações para sua denominação, que tem nascedouro na imaginação, ou na memória popular e de tradição oral.
A primeira versão, refere-se ao naufrágio de uma embarcação pirata inglesa, em que seus tripulantes foram dar a salvos na ponta de terra ao extremo noroeste, da Ilha de Santa Catarina, e por isso, passou a denominar-se de Ponta dos Ingleses, e por extensão também à praia próxima, de Praia dos Ingleses. Uma segunda, que um cidadão de naturalidade inglesa tivera sido o primeiro ocupante da praia. Uma terceira, pouco provável, de que os Piratas Ingleses que pôr vingança mataram Dias Velho, tivessem fundeado nesta praia, para tê-la como apoio logístico ao ataque à sede do povoado de Nossa Senhora do Desterro, em 1689.
A comunidade da Praia dos Ingleses que integrava o Distrito de São João Batista do Rio Vermelho, adquiriu o estatus de Distrito, em 1958, sendo hoje uma grande "cidade" turística.
Descrição Física
É uma praia oceânica, virada para o norte, extensa, com fortes e longas ondas, areia finíssima, branca e limpa. Suas águas são cristalinas e de temperatura agradável.
Como é uma bela praia, tornou-se um grande centro turístico do sul do Brasil. Na parte leste, possui um conjunto de dunas, ligando-a a Praia das Aranhas e a Ponta dos Ingleses, no morro do mesmo nome. Limita-se ao leste com a Ponta dos Ingleses, e a oeste com a Ponta da Feiticeira.
Dimensões
Extensão - 4.830 metros
Largura - 6 a 50 metros
Usos e Costumes
Historicamente, a Praia dos Ingleses foi um centro de pesca, sendo a praia recordista em lances de tainha, com mais de 80.000 em um só lance.
Hoje em dia a atividade de pesca está bastante reduzida, porém, não parou de todo muito embora, o movimento turístico, especialmente o de verão, esteja a impedir o trabalho dos pescadores, que por isso, estão procurando outras atividades, ou outros locais de trabalho.
É também, uma área residencial, com mais de 15.000 moradores permanentes, pois as estradas de acesso, agora com pistas duplicadas são de boas características rodoviárias. Possui muitos hotéis, restaurantes, agências bancárias postos de saúde, serviços gerais e demais estruturas urbanas.
Ingleses integra as rotas de turismo internacional, oferecendo atrativos, para lazer, esporte, música, casas noturnas, passeios, camping etc...
















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