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Baía Sul
Denominação Primitiva
Nome Tupi Guarani, e muito antigo
Denominações Outras
Praia da ponta, praia do Romalino em seu início norte.
Denominação Atual
Praia da Caiacangaçu
Histórico
Caiacangaçu, é uma expressão do tupi-guarani que quer dizer ponta de terra tendo uma cabeça grande, e cuja a cabeça seja parecida com a cabeça de um macaco.
O sufixo açu, corresponde a grande, pois, esta ponta é uma reprodução da Caicangamirim, ao Norte.
Fica a dúvida em se escrever, DA, DE ou DO Caicangaçu. Por se tratar de uma ponta, feminino, e praia também feminino, optamos pela grafia DA, muito embora, popularmente, se use mais, Praia DO Caiacangaçu.
A praia fica ao lado Norte da Ponta, guarnecendo-a, e é hoje propriedade de uma única pessoa, embora tenha um pedaço, bem na costa, ocupada por outros proprietários, e freqüentada em todo o seu percurso, por pescadores e banhistas.
Trata-se, a área de praia e a ponta de terra e vegetação existente, aqui incluindo também a Praia de Fora, a seguir descrita, de um "Sítio Arqueológico", Patrimônio Nacional e reserva da cultura dos Carijó, e com política de preservação permanente.
Descrição Física
É uma praia de excelente formação de areia e mar suave, integrando a Baía Sul da Ilha de Santa Catarina. Está localizada no Distrito do Ribeirão da Ilha, e nas proximidades do quilometro 12 da Rodovia Baldicero Filomeno
Está protegida contra o vento sul e aberta aos ventos do norte. É uma praia de águas
limpas e fundo arenoso, com raros depósitos de lodo. Oferece condições boas para a pesca e partida de barcos para esporte, passeio e pesca pela Ponta da Caicangaçu e Naufragados.
Dimensões
Extensão - 1.100 metros
Largura - 2 a 30 metros
Usos e Costumes
Além das atividades de pesca de mar, pratica-se a pesca de praia, como do siri e conchas, ou ainda de linha e redes diversas.
Seu uso, principal hoje em dia, é como praia de veraneio e turismo, pois, muitos são os freqüentadores, muito embora, tenha dificuldades de acesso.
Denominação Primitiva
Sempre foi encontrada com a mesma denominação
Denominações Outras
Praia da Caieira, Praia do Dr. Aderbal.
Denominação Atual
Praia da Caieira da Barra do Sul
Histórico
Caieira é a denominação que se dava ao processo de produção da cal originária de conchas marinhas. Na localidade, junto a praia, como era na prática, pois a matéria prima, as conchas, ficavam nessa situação, construía-se um forno de caieira. Essa é uma denominação bastante freqüente, não só aqui mas em muitos outros lugares. Portanto a toponímia advém da presenças desses fornos de cal, nesta praia.
Lucas Alexandre Boiteux, em seu livro, Pequena História de Santa Catarina, aponta a Caieira como uma da possível estada de Sebastião Caboto, em 1526, quando batizou a Ilha com o nome de Santa Catarina em referência a Virgem Mártir de Alexandria. A outra alternativa, teria sido a da foz do Rio Ribeirão, mais ao Norte.
A denominação popular, de Praia do Doutor Aderbal, decorre de que o Ex-Governador Doutor Aderbal Ramos da Silva, ter tido, nesta praia, uma propriedade por muito anos, e que servia de pernoites, ancorarem e guarda de barcos de pesca. Era o apoio para pescarias fora da Barra do Sul, em alto mar nas ilhas das Irmãs ou dos Moleques do Sul, aliás uma pratica ainda vivida por muitos na Ilha de Santa Catarina. Dispunha inclusive de um excelente trapiche.
O nome ampliado para Caieira da Praia do Sul está sendo empregado há pouco tempo, para diferenciá-la de outras praias que tenham a mesma denominação, muito embora a maioria da população, use a forma simplificada de, somente, Praia da Caieira.
Descrição Física
Seu traçado de praia, em linha curva suave, tem início na Ponta da Caieira e termina na Ponta do Caetano.
É uma Praia de areia fina, em grande baixio, pois o aprofundamento é muito lento e prolongado até cerca de cem metros, mar adentro, facilitando a entrada e saída de embarcações, sendo também, muito segura para banhos de mar e a pesca com redes de arrastão, especialmente para tainha.
Apresenta pequenas formações de dunas, e um estuário de uma cachoeira denominada de Cachoeira Grande, que nasce no morro fronteiro.
Tem águas límpidas e mansa, embora, localizada na saída da Barra ao Sul da Ilha de Santa Catarina e no Distrito do Ribeirão da Ilha.
Dimensões
Extensão - 860 metros
Largura de 2 a 40 metros
Usos e Costumes
Mesmo tendo tido, outrora, função para a pesca, tem hoje utilidade para balneário e entrada e saída de barcos que partiam para pesca em alto mar, ou para visitas, por meio de baleeiras, à Praia dos Naufragados e à Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição da Barra Sul.
Seu acesso é feito pela Rodovia Baldicero Filomeno, e tem boas condições de tráfego, mesmo tendo muitos trechos, não pavimentados . É também, o caminho natural para Naufragados.
Denominação Primitiva
Foi sempre conhecida como Praia da Costeira.
Denominações Outras
Praia da Costeira do Saco; Praia da Costeira do Pregibaé; Praia da Costeira do Pirajubaé. A grafia de pirajubaé aparece com varias formas aproximadas, e tem sempre a finalidade de identificar uma espécie de peixe.
Denominação Atual
Praia da Costeira do Pirajubaé.
Histórico
A Costeira do Pirajubaé é um bairro no sul da Capital Catarinense, e dos mais antigos e tradidonais, que evoluiu de setor agrícola para área residencial de classe média B e C Virgílio Várzea dedica à ela, capítulo especial no seu livro, A Ilha de 1900. A atividade pesqueira foi, e ainda é, muito desenvolvida para a coleta do berbigão e captura de camarão "miúdo". Outras variedades como camarão branco de médio porte, e também, de peixes e Sul, são capturados na área. As canoas e ranchos de pesca aparecem ao longo de toda a praia. Como é passagem obrigatória para quem demanda ao Sul da Ilha, surgiu ao longo da Avenida Jorge Lacerda, um expressivo comércio de mercadorias, voltado para a alimentação tendo o pescado como principal produto.
Foi, a praia primitiva lodacenta, totalmente aterrada com vista a implantação da Via Expressa Sul.
O mangue ao término da Praia da Costeira, junto a foz do Rio Tavares, se estende até a praia do Caiacangamirim, e é denominado de Carianos, denominação decorrente do fato dos primeiros moradores desse local terem provindo da região da Cária, povoado ao Norte de Portugal. Cária com gentílico cariano.
Descrição Física
Integra o Sub-distrito do Saco dos Limões, tendo por limites, ao Norte o riacho Jacques, e término, na Foz do Rio Tavares. É uma praia com fundo argilo - lodacento . Possui algumas áreas coberta com areia fina decorrente do aterro hidráulico de 1996/97, por isso, nova praia poderá oferecer melhores condições, tanto para pesca, como para o lazer.
Dimensões
Extensão - 3.200 metros
Largura - muito irregular variando do zero até 18 metros
Usos e Costumes
Seu uso principal é voltado para as atividades pesqueiras.
Denominação Primitiva
Em todos os mapas consultados encontrou-se a mesma denominação
Denominações Outras
Não possui
Denominação Atual
Praia da Costeira do Ribeirão.
Histórico
Como comunidade, a Costeira do Ribeirão da Ilha é muito antiga e resulta, desde 1760, da colonização açoriana do século XVIII. Teve moradores e filhos ilustres, dentre eles, Marcelino Antônio Dutra, que foi considerado o " Poeta do Prejo" e o primeiro escritor catarinense a publicar um livro. Tem hoje, a costeira do Ribeirão, vários descendentes do poeta, político e importante homem da literatura catarinense.
Primitivamente foi habitat dos índios do grupo Carijó.
Seu desenvolvimento acelerou-se muito recentemente, com a abertura de estradas e chegada dos modernos meios e serviços sociais, alcançando uma população de aproximadamente 1.500 habitantes.
Em sua área, existem muitas construções antigas, sendo a principal o Casarão (século XVIII) Colonial, de dona Cotinha (Falecida em 1978), que é um bem tombado pelo Patrimônio Nacional.
O designativo Costeira, é aplicação dada à uma configuração da orla marítima com vários, segmentos junto ao mar e, com algumas pedras e queda íngreme. É "costeira", um topônimo muito empregado em todo o território nacional, daí porque sempre vir completando por qualificativo, como, no caso, do Ribeirão da Ilha.
Descrição Física
Seus limites são: ao Norte no quilometro 11 da Rodovia Baldicero Filomeno, e ao Sul com a Ponta do Morro do Céu no Canto da Nogueira ou na casa da dona Natalícia.
É uma praia dividida em dois trechos, através de uma elevação mais ou menos nos primeiros seiscentos metros para o sul, e nela deságuam vários riacho, dando-lhe um colorido diferenciado.
Possui águas claras e mansas e profundidade normal em declive suave, com a pequenina e bela Capela de São José bem defronte ao meio da praia. Suas características, são ajustadas naturalmente para entrada e saída de barcos e para banhos de mar.
Em toda a sua extensão, oferece um belo panorama do mar e do continente fronteiros.
O canto terminal foi designado de Morro do Céu por ser o morro, muito alto e íngreme (hoje foi recortado para dar andamento à rodovia) e Canto da Nogueira, por ter no local, uma árvore, pé de noz, muito grande e antiga. Seu fruto, denominado, popularmente, de "anóga " é oleaginoso e utilizado para o fabrico doméstico do sabão -"sabão de anóga". Industrialmente a anóga produz óleo vegetal de inúmeras aplicações.
Dimensões
Extensão - 1350 metros
Largura - 3 a 18 metro.
Usos e Costumes
Tradicionalmente foi praia de serviços, isto é, pesca, pois permite a utilização de arrasto e diversas outra formas de pescaria. Foi também ponto de apoio para o transporte marítimo de passageiros e carga.
Hoje é praia de lazer, turismo, balneário e pesca. Como é uma praia aberta, e junto à rodovia tem fácil acesso ao público, e, por isso, bastante freqüentada. As Casas de Veraneio, na maioria, ficam do outro lado da Rodovia, necessitando, os usuários, atravessar a mesma, para alcançarem o mar.
Denominação Primitiva
Foi encontrada a mesma denominação em todos os mapas e registros consultados.
Denominações Outras
Nada há a ser registrado
Denominação Atual
PRAINHA. Trata-se, hoje, de uma denominação pouco conhecida, pois, a comunidade que tinha o mesmo nome, com a transformação urbana da Cidade de Florianópolis, passou a ser conhecida com outras designações, como, Comunidade do Morro do Mocotó, Silva Jardim, e outros. Os moradores tradicionais ainda a conhecem como Prainha.
Histórico
Prainha é um termo vernáculo, que foi utilizado pelos antigos, não para designar uma praia de pequena extensão, porém um "baixio" muito longo formando uma praia argilo lodosa, e que por isso, apresenta longos movimentos de ocupação das águas pelas marés. Prainha, praia longa e rasa.
A Prainha passou por vários aterros e, do seu traçado original, resta apenas poucos remansos de praia de areia ao sul do Clube Veleiros da Ilha, junto ao Penhasco da Rua Silva Jardim. Aliás são pequeninas praias de areia.
Grande parte que era banhada pelo mar, abriga hoje as construções dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, do SESC/SENAC e outros.
Com o último grande aterro hidráulico, de, 1972, nova PRAINHA, de areia fina e clara esta sendo organizada em função dos movimentos de marés. Nos terrenos acrescidos uma nova área de lazer está sendo montada, talvez em substituição ao Largo General Osório com quadras de futebol de areia, Passarela Nego Quirido, pista de Motor Cross, Centro de Convenções, etc.
Com isso é de se retomar a denominação de Prainha para a nova orla marítima.
Descrição Física
Localiza-se no centro da Cidade tendo por começo a Foz da Fonte da Bulha ou Canal da Avenida e segue até a base Norte da Ponta do José Mendes,
Foi uma praia longa e lodosa.
Dimensões
Extensão . aproximadamente 1.100 metros
Largura variável e instável entre 0,0 e 4,5 metros
Usos e Costumes
Foi e é, utilizada para lazer e área livre. Pratica-se tanto os esportes terrestres como náuticos, destacando-se a Marina do Clube Veleiro da Ilha, com capacidade para quatro centena de embarcações de diversos tamanhos e calados. Possui uma boa infra-estrutura.
As pequenas praias (três) são utilizadas como balneário urbano.
Denominação Primitiva
Praia Linda
Denominações Outras
Praia da ponta das Pombas, Praia da Sinhá
Denominação Atual
Praia da Sinhá
Histórico
A Praia da Sinhá tem essa denominação, não em relação a uma pessoa como possa parecer pois o termo sinhá refere-se a tratamento popular para senhora, ou para moça, dizendo-se, Sinhá Moça, porém a beleza da praia. Aliás, o nome primitivo da praia era, Praia Linda como a se dizer bela como uma sinhá.
Banhava uma região erma, com planície junto ao mar, e com apenas uma habitação, até os anos 70 ,
A singularidade e a facilidade de acesso ao mar, pois a nova estrada lhe passa encostada, atraiu muitos compradores de terrenos, que passaram a edificar cerca de três dezenas de casas de veraneio, hoje existentes, trazendo movimento à região, o que está em seqüência à Praia de Fora e junto a comunidade de Caiacangaçu .
Descrição Física
Não se trata, na verdade, de uma praia contínua, porém um conjunto de pequenos pedaços arenosos e misturados com muitas pedras, em pequenas pontas para dentro do mar, e mais um conjunto de rochas espalhadas dentro d´agua, formando uma praia diferente das convencionais, daí, talvez , a denominação de Praia Linda ou da Sinhá.
Desenha-se, a praia, entre as Pontas das Pombas e do Poço, considerando a direção Norte para o Sul.
Sua areia, tende para ser fina, pois, está mais próxima da Barra do Sul, recebendo impactos mais significativos das variações de marés e das correntes marinhas, em função do canal da referida barra.
Como tem muitas pedras, tem muitas algas, que o povo chama de limo, e por isso suas águas facilmente se turvam deixando as areias com muito material orgânico, na maioria de origem marinha.
Dimensões
Extensão - 950 metros
Largura - muito pouco definível, entre os diversos trechos de areia, pois, normalmente as marés, quando na cheia, cobrem toda a costa e indo até as áreas com gramíneas, ou muros de aterro, para nivelamento de terrenos confinantes. São casas de veraneio que fazem fundos para a praia, numa forma de invasão para dentro do mar. Existem, também, algumas rampas para entrada e saída de barcos, nos galpões
Usos e Costumes
Primitivamente, teve sua função totalmente voltada para a pesca, que não existe no local, a não ser, amadoristicamente.
Denominação Primitiva
Praia da Taperinha.
Denominações Outras
Praia da Tapera, Praia da Tapera do Sul, Porto da Tapera, Praia do Seu Joca.
Denominação Atual
Praia da Tapera do Sul
Histórico
O topônimo, Tapera, já foi explicado no histórico da Praia da Tapera, da Base Aérea ou do Norte, não havendo necessidade de repeti-lo aqui, tem ele portanto as mesmas raízes.
Desde o final do século XVIII, até o início do XX, toda a praia e em especial a Ponta dos Correias (em referência ao seu proprietário, tronco dos Correias), teve a função de porto de comércio clandestino de mercadorias, com embarcações que se aproximavam da Barra do Sul e vinham comprar café, cachaça, milho, farinha de mandioca, carne, e outros viveres, dos produtores locais. Era um comércio clandestino e pouco controlado pela Coroa portuguesa e mesmo depois, do Governo Brasileiro.
Por isso, a Praia da Tapera, ou Taperinha ou do Seu Correia, veio a se tornar bastante procurada e freqüentada por embarcações.
Atribui-se a esse comércio clandestino de café, o surgimento do café sombreado símbolo do café da ilha de Santa Catarina, pois, para fugir da fiscalização sobre os cafezais, eram eles cultivados encobertos por bananeiras e laranjeiras, ficando, seus frutos, à sombra e, se escondidos, mais fácil de ser comercializados em grãos. O que se teria de verdade sobre isso? Ficam, a dúvida e a lenda!
Descrição Física
É, a Praia da Tapera do Sul, uma longa faixa de mangue e que recebe, em seu trecho o deságüe de três riacho de maior volume d"agua e outros pequeninos, formando um largo baixio lodoso, com pequenos bolsões de areia fina, porém de cor cinza.
Seu limite tem início no Rio Basilio na Base do Morro da Tapera, ao Norte e seque para o Sul, até a Ponta dos Correias. A rodovia segue paralela a praia, em distância que varia de 40 a 10 metros e, está, esta área, entre a estrada e a praia, sendo totalmente ocupada, por construções, desordenada e perigosamente para a vida do ecossistema da Tapera e Rio Basílio.
Dimensões
Extensão - 1.500 metros
Largura de 1 a 50 metros
Usos e Costumes
Atualmente, tem inadequada função de balneário, pois é um mangue, e com grande profundidade de lama e um longo baixio. Tem uso de recreio e pesca, esses mais ajustados à natureza do local.
Na região existe o camarão, siri e muito berbigão. Facilita a entrada e saída de barcos de pequeno calado.
Denominação Primitiva
Sendo nome indígena tem mantido secularmente a mesma denominação.
Denominações Outras
Banco da Tipitinga, Laje da Tipitinga, Ilha das Tipitingas ou Pedras das Tipitingas Sul.
Denominação Atual
As mesmas - Ilha da Tipitinga, Pedra da Tipitinga e Banco da Tipitinga.
Histórico
O banco da Tipitinga é resultado de um processo natural dos movimentos das marés que provocam um deslocamento de areia, e as deposita quando ocorre encontro de outras correntes marítimas. O bolsão é formado na curvatura da foz do Rio Tavares e que vai forçando a locação de areia, próxima a Ponta do Capim, junto a Pedra da Tipitinga, e, junto à essa formação, surge uma longa praia afastada da costa .
Tem efeito tão somente de natureza do ecossistema biológico e propiciando condições de desenvolvimento de determinadas espécies aquáticas.
É hoje uma área de preservação permanente.
Descrição Física
Trata-se da formação de uma praia instável e fora da costa só atingível mediante o uso de embarcações. Seus limites são as coordenadas geográficas pois não possui outras referências de começo e fim. Circunda o banco que aparece e desaparece nas vazantes e enchentes das marés.
É de suma importância para a navegação, para os ecossistemas aquáticos e para beleza ambiental. As areias da tipitinga são alvas e finas.
Dimensões
Variável. Há momentos de dois quilômetros de extensão e momentos de zero.
Usos e Costumes
As reservas ambientais da Tipitinga tem tido utilidade de caixa de empréstimo para aterros hidráulicos.
Denominação Primitiva
Não foi encontrada outra referência.
Denominações Outras
Nada a registrar.
Denominação Atual
Praia das Flecheiras.
Histórico
Trata-se de uma pequenina praia cerca de cem metros, a noroeste da Ilha Dona Francisca, ou das Flores ou do Flery (diversas denominações encontradas nos mapas e nos relatos históricos), contudo o nome atual mais empregado é o de Ilha Dona Francisca.
O topônimo, Praia das Flecheiras, deriva do fato de que nessa praia há uma "malha" de canas da índia, a qual é muito propicia à montagem de um caniço para a pesca. Quando os pescadores necessitam de novo caniço, acorrem à Praia das Flecheiras para cortar as varas ou flechas. Flechas também são empregada na confecção de varas para foguetes- Foguete de Vara.
Descrição Física
A Ilha Dona Francisca fica localizada ao Norte do território do Distrito do Ribeirão da Ilha. Na ilha, a praia das Flecheiras também pode ser utilizada como porto de acesso, ou melhor ancoradouro de barcos. A denominação desta ilha aparece, erroneamente, como Maria Francisca, em alguns mapas.
Praia de mar calmo, de baía, insular, pouquíssima areia média misturada com cascalhos de berbigão, cascas de ostras e lodo. Seu início e término são determinados por aglomerados rochosos de médio porte.
Na ilha Dona Francisca, existem quatro edificações de uso residencial para recreio e estar.
Um outro detalhe, esta Ilha é designada, em alguns mapas oficiais como Maria Francisca, denominação essa que está equivocada, devendo os respectivos mapas serem retificados.
Dimensões
Extensão aproximadamente 100 metros
Largura, a 5 metros
Usos e Costumes
Como ficou assinalado no histórico tem duas funções, a saber, colheita de flechas ou varetas de cana e acesso para ingresso na Ilha Dona Francisca.
Denominação Primitiva
Nos vários mapas consultados, encontrou-se duas denominações, Praia da Arataca para a pequena "calheta" ao pé do Morro de Rita Maria, ou de Rita Maria para todo o trecho considerado.
Denominações Outras
Oficial ou oficiosamente, não possui, e não possuiu outra denominação. Popularmente foram detectados os seguintes: Praia do Estaleiro Arataca; Praia do Riachuelo e Praia do Cais do Porto.
Denominação Atual
Praia de Rita Maria
Histórico
A Praia de Rita Maria (aparece a grafia DA e DO Rita Maria) é tradicional e sua denominação decorreu, segundo se depreende da "Planta da Villa Capital de Sancta Catharina", datada de 1774, e atribuída a autoria de técnicos espanhóis com a finalidade de orientar o ataque de sua esquadra à Ilha, o que realmente ocorreu em 1777, do monte que ela banha e que tinha a designação de MONTE DE RITA MARIA.
Esse monte é ocupado, hoje, pela Alameda Adolfo Konder, Praça Hercílio Luz cabeceira insular da Ponte Hercílio Luz e altos da Rua Felipe Schimidt. Sua denominação de Monte de Rita Maria, claramente escrito na planta referida, deve ter provindo de ser propriedade de um senhor com o nome de João de Rita Maria.
O Monte de Rita Maria abrigou entre 1862 e 1928 o Cemitério Municipal que transferiu-se, a partir de 1929 , para as Três Pontes, no Itacorubi (Hoje o Cemitério Municipal São Francisco de Assis) em decorrência da abertura ao tráfego da Ponte Hercílio Luz. O outro topônimo Arataca, que veio a ser aplicado ao Estaleiro, vem da configuração do morro com forma de "Cabeça achatada".
Descrição Física
Praia de areia fina, alva, tendo aos bordos algum depósito de lodo de fundo de mar. Acompanha os regulares movimentos de marés, ficando totalmente coberta com marés mais altas.
Dimensões
Atualmente possui uma extensão aproximada e variável de 580 metros (apresenta variações semelhantes as variações de marés) , com largura irregular entre 50cm. e 8m. Face a indefinição do seu início e término, não se pode ter precisão de medidas.
Usos e Costumes
Foi utilizada, em tempos afastados (até à abertura da Ponte Hercílio Luz) como praia pesqueira e para ancoradouro de pequenas embarcações que faziam a travessia do canal entre a Ilha e o Continente. Funcionou sempre, como apoio para Clubes de Remo e de provas, Regatas, com barcos a remo.
Com a criação da Empresa Carlos Hoepcke S/A, a Praia de Rita Maria passou a sofrer profundas transformações. Ocorreram aterros destinados a construções dos armazéns (por exemplo, Super Mercado Imperatriz, hoje. Fabrica de Gelo e de Pregos Rita Maria e outros) e do Cais do Porto, grande referencial social de Florianópolis, pois partiam e chegavam os navios de transportes de passageiros e de cargas, estas tanto nacionais como de importação e exportação. O Cais do Porto dos navios Carlos Hoepcke, Max e Anna, fez história em Florianópolis e quase sempre era denominado de Cais Rita Maria. Não é sem razão que o Terminal Rodoviário de Florianópolis foi denominado Rita Maria.
Junto à base do Monte a Firma Hoepcke montou um estaleiro para reparos e construção de embarcações de médio porte. O Estaleiro foi denominado de Rita Maria e conhecido popularmente como arataca denominação que a firma passa a adotar a partir de 1930 - Estaleiro Arataca.
Em 1972 ocorreu um grande aterro que soterrou a antiga praia. Porém as obras complementares ensejaram a surgimento de uma outra praia para nela serem colocados os Galpões dos Clubes de Remo da Capital. Além de sede náutica de remo, tem hoje um pequeno ancoradouro para embarque e desembarque de turistas em passeios de escuna pelos mares da Ilha.
Denominação Primitiva
Adotou sempre esta denominação
Denominações outras
Nos mapas encontrou-se sempre essa denominação porém, popularmente é designada de Praia do Aeroporto ou Praia da Base Aérea por estar confinada em propriedade territorial administrada pelo Destacamento da Base Aérea de Florianópolis.
Denominação atual
Praia de Caiacangamirim.
Histórico
Trata-se de uma das mais antigas praias com denominação fixa, na Ilha de Santa Catarina. O topônimo deriva do tupi - guarani e significa, praia situada junto à "Ponta de Terra" sobre o mar, com cabeça de macaco pequena (mirim). O adjetivo pequeno é para distinguí-la de outra Ponta semelhante, mais o Sul que é, porém, maior, logo açu (grande) Ponta de Caiacangaçu.
Na região habitaram os índios chamados de carijó, identificados pelo Arqueólogo João Alfredo Rohr. SJ., entre 1955 e 1970, mediante escavações onde foram encontrados fosseis e muitos outros registros culturais que foram datados entre 3000 e 1800 anos antes de Cristo. Outros fósseis, porém mais próximos, incluindo alguns já nos contatos com os europeus, também foram colhidos.
Ao homem aqui identificado resolveu o pesquisador, atribuir-lhe as características do "Homem Americano".
Todos os registros e demais materiais coletados, estão expostos no Museu do Homem Americano, no Colégio Catarinense ou no Museu de Arqueologia, da Unisinos, Rio Grande do Sul.
Descrição Física
Esta localizada no extremo norte do Distrito do Ribeirão da Ilha dentro da área de domínio da Base Aérea de Florianópolis, extremando com o Carianos.
É uma praia de areis claras, levemente amarelada, com fundo semi lodoso, mar interno de baia, com pequenas ondas, e acompanha todas as oscilações de marés.
É uma região piscosa com peixes de pequeno porte, camarão e muito berbigão.
Dimensões
Extensão 1500 metros
Largura - média de 5 metros
Usos e Costumes
Primitivamente foi área de coleta pelos índios Carijó. Com o homem branco europeu foi utilizada para as atividades de pesca e ancoradouro de barcos. Camarão, berbigão e peixe pequeno, constituem as espécies capturadas próxima a praia. Atualmente tem uso restrito aos aquartelados, militares e moradores da Base Área, para balneário e lazer.
Possui um pequeno trapiche para aporte de barcos de manobras e treinamentos da Base Aérea.
Os barcos de pesca, que se aproximam do local, procedem do Saco dos Limões, da Costeira do Pirajubaé, da Tapera e adjacências, mesmo assim, não podem aproximar-se em demasia da praia de Caíacangamirim, por ser área militar.
Denominação Primitiva
Caiacangaçu do Sul
Denominações Outras
Durante muito tempo inclusive ainda hoje é conhecida pelas duas denominações, Caiacangaçu do Sul e Praia de Fora.
Denominação Atual
Praia de Fora.
Histórico
O topônimo, Praia de Fora, é muito empregado em todo o território brasileiro, e com o objetivo de determinar a posição geográfica de uma praia secundária, em relação à uma outra, considerada a principal. Neste caso, de fora, tem a função de indicar que é uma praia secundária e subordinada a primeira encontrada e mais utilizada pelo povo.
No Centro de Florianópolis, há outra Praia de Fora, que obedece à essa conceituação, portanto a mesma figura da presente Praia de Fora, isto é, do outro lado, secundária e posterior, à Ponta de Caiagangaçu.
Descrição Física
Tem, Praia de Fora características de um baixio, semi cascalhado, e areia relativamente grossa, com águas as vezes bastante turvas, especialmente quando sopra o Vento Sul. Descreve um curva bem suave e longa e tendo vários aglomerados de pedras, com características de pequenas ilhas, algumas com vegetação rasteira e pobre.
A vegetação costeira, constituída de gramíneas, chega, em alguns trechos, a penetrar no mar, infiltrando-se pela areia e deixando-se banhar pelas mares, em elevação.
Limita-se, ao Norte na Ponta de Caiacangaçu, e ao Sul, com a Ponta do Nuta, ou do Nilto, ou do Nilton.
Dimensões
Extensão - 1.200 metros
Largura - 0 a 11 metros
Usos e Costumes
Tradicionalmente é uma praia de pescaria. Berbigão, ostras, conchas diversas, siri e peixe de caniço, peixe muito miúdo como, corcoroca, canhanha, xerelete, papa terra, curvinote, etc.
Também serviu (e ainda serve), como caixa de empréstimo de material cascalhado para aterros e cobertura de pisos. Serviu, inclusive, para alimentar caieiras.
Hoje, com o avanço do turismo, especialmente o local, com casas de veraneio, adquiri as funções de balneário e recreio.
Seu panorama é muito bonito e tranqüilo, calmas são suas águas, só agitáveis como o Vento Sul.
É um sítio arqueológico, onde foi encontrado farto material fóssil pertencente a grupos tribais.
O Carijó, como mostra o Museu do Homem Americano do Colégio Catarinense.
Denominação Primitiva
Praia da Ilha das Vinhas, nome dado à ilha fronteiriça, facilmente alcançável por embarcações, e a nado, a partir desta praia.
Denominações Outras
Com outros designativos ou usos consagrados, nada foi encontrado. Popularmente, em informações orais colhidas, foi denominada de praia do Gainete, entre o final do século XIX e início do XX. Gainete referia-se a um senhor de origem francesa que, no local tivera uma fábrica de sabão, outra para curtir couros e outra de refrigerantes, essa última vocação ainda presente na localidade. O nome Gainete é uma corruptela de Gean Guinot e, que com o uso, tornou-se nome de registro oficial e familiar, ainda presente em Florianópolis, Família do Sr. Carlos Gainete.
Denominação Atual
Praia do José Mendes, que é o topônimo encontrado nos Mapas e em usos por todos os habitantes locais.
Histórico
O topônimo deriva do nome do Senhor José Mendes dos Reis, um cidadão que veio de Portugal, contratado pelo Vigário da Paróquia de Nossa Senhora do Desterro, em 1726, para vir ser o Sacristão da Paróquia. O Sacristão, à época, era, não só ajudante das Missas, como também, o administrador e cartorário dos expedientes paroquiais. Casou-se ele com uma das filhas do Frei Agostinho da Trindade, Vigário da Paróquia de Nossa Senhora do Desterro, e que por isso, recebeu por dote as terras do Morro da Queimada incluindo a praia e a ponta de terra à jusante. Terras, Ponta e Praia do Senhor José Mendes. Um dos filhos de José Mendes, com o nome do avô, tornou-se sacerdote e passou a se chamar também, de Frei Agostinho da Trindade.
Descrição Física
Localiza-se no Bairro do mesmo nome, e integra o território do Sub- Distrito do Saco dos Limões.
Trata-se de uma pequena praia, com pouca largura de areia média, possuindo alguns grãos maiores, e amarelada. Tem águas mansas e rasas, só agitáveis com o vento sudeste. Inicia junto ao lado sul da Ponta do José Mendes e termina em um conjunto de pedras ao norte da Ponta do Saco dos Limões. A população local a utiliza freqüentemente.
Oferece boas condições para entrada e saída de embarcações. É utilizada por pescadores.
Possui uma entrada aberta ao público.
Dimensões
Extensão 320 metros
Largura de 1 a 8 metros
Usos e Costumes
Utilizam-na os pescadores para entrada e saída de barcos para a captura do camarão e peixe pequeno, como atividades de esporte ou de complementação de renda familiar.
Denominação Primitiva
Simplício.
Denominações Outras
Passou e passa por várias denominações, pois é um trecho longo e formado por uma orla sinuosa, com várias pequenas praias, e pontas de pedras secionando-as. São muitos contornos, sem acesso por terra, a não ser através de propriedades, e, por isso, passam a ser chamadas em função do proprietário do terreno de acesso, como Seu Thiago, Seu Garcia, Seu Olinger, Seu Antônio, Seu Aguiar, e outros mais.
Denominação Atual
Praia do Barro Vermelho.
Contudo, é conhecida em alguns trechos como Praia do Seu Thiago, Praia do Aguiar e Praia do Seu Mário Olinger.
Histórico
Sabe-se, que a comunidade do Ribeirão da Ilha, teve seu começo pelo contorno desta praia, que adotava a denominação de Simplícío. Todos as referências da presença de povoadores por esta região, confirmam a hipótese de Sebastião Cabotto em 1526, e os marujos náufragos de Solis, 1514, e que este foi o local dos primeiros habitantes europeus da Ilha de Santa Catarina
Manoel de Valgas Rodriques, considerado o fundador da Freguesia do Ribeirão em 1760 foi quem construiu a primeira Capela de Nossa Senhora da Lapa, no Barro Vermelho e desse fato, o Simplído passa a chamar de Barro Vermelho, nome que se aplica a toda a orla marítima confinante.
Descrição Física
E uma praia totalmente irregular de difícil acesso, de encontro à uma elevação forte do terreno bastante íngreme, como um costão. As pequenas porções de areia apresentam-se de coloração amarelada, textura média e fundo lodoso dado ao lixo, e esgotos, despejados pelos moradores locais, provocando elevada poluição das águas.
Tem por limites, no início Norte com a Ponta do Contrato e final com o riacho da Gruta de Nossa Senhora de Lourdes à entrada da Freguesia.
Dimensões
Extensão 1.500 metros
Largura totalmente irregular comportando muitas medidas
Usos e Costumes
É utilizada pelos moradores locais como lazer e entrada e saída de barcos para o mar.
Denominação Primitiva
Praia do Baixio
Denominações Outras
Praia do Cadete e Praia do Riberô
Denominação Atual
Praia do Contrato.
Histórico
A orla marítima que organiza a Praia do Contrato é uma região de um grande baixio, isto é, pouca profundidade, e que penetra longamente adentro no mar, propiciando o acostamento de barcaças de pequena quilha e chatas de transporte de cargas volumosas ou de grande peso. Fica a região protegida dos ventos, tanto do Sul como do Norte pela Ilha Dona Francisca e pela Ponta do Contrato. Por essas razões, aliada à maior proximidade da Armação e do Pântano do Sul, passou a ser utilizada como porto para o comércio de mercadorias diversas. Além de atender a população, e produtores do Ribeirão da Ilha, Tapera e adjacências, atraia compradores e vendedores do Sul da Ilha. Tornou-se a região um local de CONTRATOS de compra e venda, donde então derivou a denominação.
Também a região está arrolada como uma das hipóteses da arribada de Sebastião Cabotto e sua comitiva, em 1526, ocasião em que batizou a Ilha com o nome de Santa Catarina a Virgem Mártir de Alexandria. Nesse local, Sebastião Cabotto houvera construído uma Capela, casas para seus marinheiros, e demais pessoas de bordo, e um estaleiro para conserto de sua Barca Capitânea.
O Porto do Contrato operava com cereais, peixe e carne salgados, camarão, óleo de baleia, carvão e muita lenha.
A partir dos anos cinqüenta de nosso século, com a evolução do transporte terrestre, o Porto do Contrato foi declinando e hoje, nada mais existe daquela atividade passada e importante, que foi para o Ribeirão e o Sul da Ilha.
Descrição Física
O detalhamento do histórico penetrou sobre a descrição física da região. Resta contudo, dizer que é uma praia de fundo lodoso com areia grossa e cascalho. Apresenta algumas faixas com areia média amarelada. No conjunto é fracionada em vários pequenos segmentos intercalados por rochas e alguns molhes artificialmente montados para protegerem ondas e ensejar melhor acostamento das embarcações.
Por limites, tem inicio ao final da Praia do Saco, e termina na Ponta do Contrato bem defronte a primitiva Capelinha de Nossa Senhora da Lapa do Barro Vermelho.
Apresenta grande variação de nível das águas, nas oscilações das marés altas e baixas, respectivamente.
Dimensões
Extensão de 1.200 metros
Largura de 0 a 40 metros
Usos e Costumes
Tanto o histórico como a descrição física dissecaram os usos que se fez, com a Praia do Contrato, no passado.
Hoje em dia, é uma região de recreio, muito embora suas águas sejam turvas e que se sujam muito com o vento ou com o pisar-se em seu fundo. É, porém, bastante utilizada pela população local para banho de mar e para a coleta do berbigão. Não perdeu a função de entrada e saída de embarcações, geralmente "canoas de um pau só".
Denominação Primitiva
Sua denominação primitiva confundia-se com a da Praia do Saco dos Limões, contudo, verifica-se que ela dá seqüência a praia do José Mendes, sendo seccionada tão somente por um conjunto de pedras, formando uma ponta dentro do mar.
Denominações Outras
Nos mapas consultados nada foi encontrado, nem mesmo a denominação Curtume. Popularmente foi chamada como Praia da Ponta do Saco dos Limões.
Denominação Atual
Praia do Curtume. Popularmente é dito cortume que contraria o vernáculo;
Histórico
A Praia do Curtume recebe este nome por ter tido junto à ela as instalações de uma fábrica de curtimento de couros de boi e de cavalos entre 1870 e 1920. Esse foi um período em que muitos outros curtumes, sendo registrada na Ponta do Recife, hoje alguns dizem Coral, a denominação de Praia do Curtume e assinalada na planta baixa dessa unidade de curtimento de couros - Planta da Vila em 1862.
Após 1920, até os anos sessenta, foi a área ocupada por depósito de barris de gasolina, querosene e óleo combustível da Texaco, e para distribuição local. Hoje ela possui diversos moradores, especialmente pescadores, e tem aceso pequeno ao público. É muito concorrida aos Sábados e Domingos.
Descrição física
Localiza-se no Sub Distrito do Saco dos Limões, e às margens da Rua José Maria da Luz no Bairro do José Mendes. Tem uma estrutura semelhante a Praia do José Mendes pois é praticamente, continuidade daquela. Praia de baía, águas mansas, areia média e amarelada, com poucos cascalho.
Dimensões
Extensão 280 metros
Largura de 1,5 a 8 metros
Usos e Costumes
Sua utilização principal é feita por pescadores. No local existem vários ranchos de pescadores e cerca de uma dúzia de embarcações.
Os principais pescados são, o camarão, peixes pequenos e coleta do berbigão, Com barcos maiores os pescadores, apenas três profissionais, vão a locais mais profundos em busca de pescado de maior porte.
Denominação Primitiva
Nada foi encontrado
Denominações 0utras
Praia do Laguna, Praia do Seu Norberto
Denominação Atual
Praia do Defunto
Histórico
Por ser uma pequenina praia, é muito pouco conhecida. Recentemente, como tem tido utilidade para o embarque e desembarque de passageiros que vão visitar a Barra Sul e Naufragados, por meio de lanchas baleeiras, passou a ser mais, referenciada, algumas vezes como praia do Defunto, e outras como praia do Seu Laguna, ou ainda do Seu Norberto mais ao norte.
Do Defunto porque, nos anos 50, foi encontrado um corpo, sem vida, isto é um defunto, nessa pequenina praia. E, do Seu Laguna, ou simplesmente Laguna, pois a propriedade ao termino do caminho que dá acesso à praia, existe um grande portão da propriedade de um senhor conhecido, como Hélio Laguna, ou, somente, Seu Laguna
Descrição Física
Trata-se de um pequenina praia, um pequeníssimo saco, que teria aplicação tão somente para entrada e saída de barcos. Suas águas são claras e muito mansas, areia fina e fundo de declive suave. É cercada por dois costões de pedras, com porte, agigantados. É de difícil acesso, e, antes dela existem duas outras pequenas que compõem o conjunto do defunto, sendo a primeira, a do Seu Norberto a mais usada pelos barcos de passageiros.
Dimensões
Extensão - 60 metros
Largura - de 0 a 5 metros
Usos e Costumes
Como se disse nos itens anteriores, tem muito poucas aplicações, se está referenciada neste inventário, é, porque tem por função fundamental, dar o embarque e desembarque de passageiros que vão passear de baleeira nos Naufragados e na Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição da Barra do Sul.
No caminho de acesso à praia, aliás muito estreito e íngreme com difícil trânsito de veículos, existem cerca de oito casas de veraneio, e uma de morada fixa com criação de gado, cultivo de mandioca, e engenho de farinha.
A área contígua esta incluída na Reserva do Tabuleiro, tendo o zelador do parque, residência fixa no local.
Denominação Primitiva
Praia da Ponta do ltaquí
Denominações Outras
Praia da Toca do Uga; Praia da Cruz; Praia do Seu Ivo; Praia das pedras; Praia do Norte.
Denominação Atual
Praia do Doutor lvo.
Histórico
A denominação atual advém do nome do Deputado Ivo Montenegro, já falecido, e que foi proprietário dessa ponta. Foi ele, o primeiro veranista a adquirir propriedade na Costeira do Ribeirão (1951). As outras denominações podem ser assim explicadas: ltaqui termo explicado na Praia do ltaqui- 020; Da Cruz, pois, dizem antigos moradores, teria havido no local, uma Cruz identificando que, no local, morrera afogado um pescador. Essa Cruz não mais existe; Praia da Toca do Uga, que é um nome interessante e, dizem, identificar um animal que se escondia dentro de um poço, aos fundos de uma enorme gruta, no Barranco próximo. O animal atacava todos que da gruta se aproximassem. A gruta, foi destruída com o alargamento e modernização da Rodovia Baldicero Filomeno. Na verdade, "Uga" o verbete identifica o peixe arraia, quando tem grande tamanho, também chamada de "jamanta", sendo, a arraia, peixe freqüente nessa praia. Praia do Norte por ficar no lado Norte da Ponta do Itaqui; Praia das Pedras, vez que tanto o mar, o barranco, como a praia, terem muitas pedras de diversos tamanhos e formas; e do Seu lvo uma forma popular em relação ao nome do Deputado Ivo Montenegro.
Descrição Física
É uma praia aprazível e pequena. Suas águas são claras e mansas, semelhante a um lago. É sombreada por muitas árvores, e totalmente abrigada do vento sul. Aprofunda-se em suave declive de fundo de mar, e sua areia é clara e de textura média.
Dimensões
Extensão - 350 metros
Largura entre 2 e 16 metros
Usos e Costumes
No passado foi praia de pescadores. Hoje é uma praia semi particular, pois toda a Ponta do ltaqui é uma única propriedade e só alcançável, por terra, com licença especial.
Tem uso para recreio e balneário. Alguns maricultores usam-na para irem até sua área de cultivo, que está em frente a praia.
Denominação Primitiva
Tem-se que todo o contorno do Saco dos Limões, Canto Ferrujo e Costeira do Pirajubaé, compunha a mesma praia. Com surgimentos de pequenos povoados, afastados, e sem comunicação direta à época, foi, a praia, sendo desmembrada para identificar cada aglomerado. Resultou, então, o desdobramento da Praia do Saco dos Limões em diversas outras, como a do Ferrujo.
Denominações Outras
Nada consta.
Denominação Atual
Praia do Ferrujo na Localidade do Ferrujo.
Histórico
Origina-se o topônimo "ferrujo", de duas vertentes. Uma relativa a uma doença renal do gado bovino denominada ferrujão (teria o gado local sido dizimado por ela) e outra, talvez a mais provável, por ter a água do mar local, uma coloração ferruginosa - cor de óxido de ferro.
O Verbete ferrujo, não é encontrado nos dicionários brasileiros, somente nos editados em Portugal e antigos, dando-o como de origem latina e ligada ao óxido de Ferro ou da doença do gado. Dada a singularidade do topônimo, também dado à comunidade local, merece ser conservada e cultuada, muito embora seja uma palavra de português arcaico e, talvez, grafada incorretamente.
Descrição Física
Tem, a praia do Ferrujo, início no Canto do Saco, foz do riacho da Gema do Ovo e termina em outro riacho, o do seu Jacques, quando começa a Costeira do Pirajubaé,
Originariamente era a única parte arenosa, areia média e amarelada (cor de ferrugem) do Saco dos Limões. Tinha o fundo lodoso e com muitos detritos, resultado de despejos descontrolados, e ainda os trazidos do norte. É uma praia de mar manso. Com os aterros, a praia antiga desapareceu. Quando antes do último soterramento estava a ser naturalmente reorganizada. Atualmente foi deslocada para a orla do aterro hidráulico da Via Expressa Sul e, com boas perspectivas de poder servir à comunidade, para lazer e pesca.
Dimensões
Extensão 680 metros
Largura entre 1 e 6 metros (medidas atuais)
Usos e Costumes
Sempre foi utilizada pelos locais como área de lazer, banho e, eventualmente pesca. Hoje, na área do aterro da Via Expressa Sul, a velha praia do Ferrujo adquiri melhores alternativas de uso
Denominação Primitiva
Segundo foi verificado, obedeceu a mesma denominação de Praia da Tapera, até 1960, quando passou a consagrar o topônimo do Garcia.
Denominações Outras
Nada a registrar.
Denominação Atual
Praia do Garcia
Histórico
Seu nome deriva de um proprietário que viveu, desde o final século passado, até, os anos sessenta, quando faleceu com mais de oitenta anos. Suas terras terminavam na praia. Segundo o Senhor Concelino Tristão, falecido em 1994 com 99 anos, esse senhor chegou a trabalhar, e ser armador, da Companhia de Pesca de Baleias da Armação do Pântano do Sul.
É uma praia de pequena referência popular, pois só pode ser efetivamente acanhada por mar, ou através da Praia da Tapera.
Historicamente é praia pesqueira.
Descrição Física
A Praia do Garcia integra o território do Distrito do Ribeirão da Ilha e próxima do Canto do Rio. Praia de mar manso, areia média e acinzentada, baixio, e fundo lodoso. É realmente um longo baixio, chegando até a Ilha Dona Francisca com pouquíssima profundidade, mesmo em marés altas. Quando há maré baixa, é possível ir-se até à Ilha Dona Francisca, andando sobre os cascalhos da restinga com que é formada.
Inicia seu limite Norte na restinga retro explicada, e termina em posição imprecisa junto ao Saco das Ameixas, ao Leste, ou também chamado de Canto do Rio, Praia do Saco ou Praia da Mutuca.
Dimensões
Extensão de aproximadamente 500 metros
Largura - entre 3 e 190 metros
Usos e Costumes
Inicialmente destinava-se a abrigar ranchos de pescadores. Aos poucos foram surgindo casas de veraneio e moradores fixos.
Atualmente está tomada com muitas casas e ranchos e, é o ponto de apoio para alcançar-se a ilha Dona Francisca, bem como para a coleta do berbigão.
Denominação Primitiva
Praia do Itaqui
Denominações Outras
Praia da Ponta do lvo, Praia da Cachoeira da Sinha Oliva, Praia da Sinha Aninha, Praia do seu Nereu, Praia do Seu Olavo, Praia do Seu Ernesto, e outros. São Aliais, sub-divisões da praia.
Denominação Atual
Praia do ltaqui.
Histórico
Muito embora a Praia do Itaqui seja dividida em cinco lances, o maior e mais adequado à utilização geral, com 630 metros, que é o terceiro segmento da direção Norte/Sul limita-se entre a foz da Cachoeira da Sinha Oliva e a Ponta do Museu, e recebe a denominação genérica do verdadeiro nome, muito embora se a identifique por Praia do Seu Nereu, que possui uma propriedade (Pousada e Restaurante) no Local, ou ainda do Museu, pois lhe fica fronteiriço, o Ecomuseu do Ribeirão da Ilha .
ITAQUI, vem do tupi-guarani (Carijó), sendo assim uma denominação das mais antigas da Ilha de Santa Catarina, e significa, pedras pequenas sobre o mar, ou para o mar. Esta é a figura geográfica, uma ponta de pequenas pedras mar a dentro, que recebeu, dos indígenas, o nome de Itaqui. É uma bela designação como o é também de muita beleza todo o desenho visual da Ponta do Itaqui.
Descrição Física
A Praia do ltaqui, tem início junto ao lado Sul da Ponta do Itaqui (ou do Doutor Ivo) e segue na direção Sul até a Cachoeira do Seu Ernesto. Com se assinalou anteriormente, ela se apresenta com cinco divisões feitas, por pequenas pontas de pedras, sendo, o segundo constituído por uma praia bastante aprazível, com muita sombra à beira mar, águas calmas, areia média e clara, com boas características de balnearidade. Os demais segmentos apresentam fundo lodoso e areia semi cinzenta.
Em toda a sua extensão existem apenas dois caminhos, e pequenos, de acesso ao público, caracterizando a área como de praias semi-particulares. A Praia do Seu Ernesto, as vezes denominada do Seu Osni que possuiu (ainda em atividade) um armazém no local, filho do Sr. Ernesto, ambos já falecidos, está aberta ao público, pois o Armazém, assim, fica mais ao alcance dos compradores. A venda do Seu Osni, é um marco histórico e referencial da Praia do Itaqui, como é o Museu ou a Propriedade do Professor Nereu do Vale Pereira.
Dimensões
Extensão - 1.300 metros (incluindo todos os trechos)
Largura de 2 a 22 metros
Usos e Costumes
Tradicionalmente a Praia do ltaqui tem a função de praia de pesca, em especial para o camarão branco e médio, que tem período sazonal, ou de safra, entre Janeiro e Março.
No período da captura o mar, assim como a praia, ficam repletos de embarcações e tarrafeiros, pois o camarão do Ribeirão é muito apreciado, muito procurado e proporciona bons rendimentos aos pescadores, na maioria amadores ou de complementação de renda familiar.
Hoje em dia, é muito freqüentada como balneário, e para a montagem de maricultura tendo ao seu redor, cerca de seis destes pontos de produção de ostras e mariscos.
Denominação Primitiva
A denominação mais antiga encontrada está inserida no mapa de 1774, e com o genérico, desde a Rita Maria até a saída da Fonte da Bulha ou Canal da Avenida Hercílio Luz, é o de Praia da Vila.
Denominação Outras
A "Praia da Vila" ao longo dos anos, foi subdividida em várias outras denominações como, Praia do Mercado (1896 a 1970), Praia Vai Quem Quer (1962 a 1972), Praia do Rita Maria, Praia da Alfândega, Praia do Reduto, etc.
Denominação Atual
Deve ser "Mira Mar", face seu conteúdo histórico, cultural e social.
Histórico
A primitiva denominação de Praia da Vila da Nossa Senhora do Desterro, diz tudo o que era a praia que circundava desde Rita Maria até a desembocadura da Fonte ou Córrego do Bulha, hoje Canal da Avenida Hercílio Luz.
Com o passar dos anos alcançou, a parte fronteira da Praça XV de Novembro, o nome de "Praia do Reduto". Entendendo-se por reduto, o local abrigado que servia de ancoradouro para os barcos de carga e passageiros que chegavam á vila, e dela partiam para outras vilas insulares ou continentais.
Com a ampliação do movimento dos barcos, foi preciso construir-se um novo "Reduto" tendo surgido, em 1920, o cais da estação de passageiros, um alpendre que recebeu o nome de Trapiche Municipal, ao qual o ilhéu denominou de Mira Mar, estendendo-se a denominação à pequena praia que se formava em marés baixas (houve vários aterros entre o final da praça XV e o Mira Mar) em torno do Trapiche Municipal e que era utilizada para balneário. Com marés mais altas os freqüentadores do "Mira Mar" jogavam moedas dentro d"água para os "guris" mergulharem e irem colhê-las como "féria", presente ou receita.
Com o aterro hidráulico de 1972, desapareceram o Mira Mar e a Praia. Hoje com o movimento das marés e com o aterro, começa a surgir, por um processo natural, nas bordas do aterro, uma nova "Praia do Mira Mar".
Descrições Físicas
Foi uma praia sempre muito suja. Primeiro com os despejos de lixo sólido, desordenadamente feito pela população, pela Alfândega, inclusive pelo Mercado Público Municipal. Depois tornou-se altamente poluída por ter próxima um terminal de esgoto sanitário da cidade.
Como desapareceu a antiga praia, a que hoje está em reconstituição ás bordas do novo aterro hidráulico, aos fundos do Centro de Convenções em construção (1997/1998) não apresenta dados físicos descritíveis. Aparece e desaparece totalmente com o movimento das marés.
Contudo sua fixação é inevitável. O tempo e o mar, encarregar-se-ão de fazer como trabalho de reconstituição total da Praia do Mira Mar. Por isso recomendamos sua denominação e inserção nos mapas da cidade. Aliás, na Baía Norte, outro fenômeno semelhante está sendo acusado.
Dimensões
No momento indefiníveis.
Usos e Costumes
Aponta-se também para a nova praia do Mira Mar o que primitivamente oferecia, lazer e estrutura de atracamento para transportes marítimos de carga e passageiros
Denominação Primitiva
Não foi encontrada outra denominação anterior.
Denominações Outras
Praia da Freguesia, Praia de Nossa Senhora da Lapa, Praia do Ribeirão.
Denominação Atual
Praia do Ribeirão da Ilha.
Histórico
O Ribeirão da Ilha, além de ter sido a primeira comunidade européia da Ilha de Santa Catarina, tem, na sua praia, um local de muita referência histórico-cultural. Guarda o principal relicário dos traços da Colonização Açoriana, do século XVIII.
Sem dúvida, que os primeiros ocupantes da praia, foram os Carijó que viviam desde o Caiacangamirim até o Caiacangaçu.
Antes da chegada dos Açorianos, os moradores do Ribeirão radicavam-se na Praia do Barro Vermelho, localidade do Simplício. Para a atual praça e praia, só chegaram em 1760, e a partir daí, deram a configuração que a Freguesia de Nossa Senhora da Lapa e sua praia apresenta, hoje.
O topônimo Ribeirão, deriva do pequeno rio que nasce no Morro da Cabeça do Macaco o pico mais elevado da Ilha de Santa Catarina, com 532 metros e deságua na Praia do Saco a cerca de três quilômetros ao Norte da Freguesia.
Descrição Física
Inicia-se, a praia do Ribeirão da Ilha, no Riacho da Gruta, entrada da Freguesia e termina no Riacho do seu Rita, quando inicia a Praia do mesmo nome, riacho do seu Rita.
É formada por três trechos, sendo o mais importante, e maior, o do centro junto à área residencial considerada, dos Pobres, e a primeira praia na área considerada dos ricos.
Possui areia média e de boa apresentação e, em anexo, duas praças que abrigam os freqüentadores. O local é bastante aprazível.
Dimensões
Extensão - 750 metros somatório de todos os segmentos
Largura de 2 a 15 metros
Usos e Costumes
No início da colonização, era utilizada como porto, isto é local de entrada e sadia de embarcações de transporte de pessoas e carga. Chegou a possuir um bom trapiche, desmontado nos anos quarenta, quando foi organizada a primeira empresa de ônibus urbano ligando a Vila ao Centro de Florianópolis. Tanto o turismo, como a população local, está a reclamar a reconstituição do transporte marítimo de passageiros para o centro da cidade e outras freguesias.
Passou, a Praia do Ribeirão, até os anos sessenta, a abrigar vários estaleiros de construção de lanchas baleeiras, e outros barcos de porte médios para fins diversos.
Atualmente é área de lazer e balneário. Uma tradicional festa na praia acontece uma semana antes do Carnaval, "Banho a Fantasia" e "Joga n"água", como eventos da Festa do Camarão.
Denominação Primitiva
Antes de ter essa denominação era conhecida como Praia do Ribeirão.
Denominações Outras
Nada a registrar
Denominação Atual
Praia do Rita
Histórico
A Praia do Rita foi conhecida por este nome desde muito tempo, que segundo a tradição oral, origina-se do nome de um proprietário de terras banhadas pelo mar nessa região e que tinha o nome de Manoel de Rita Maria.
O nome e dado ao longo de um caminho, aliás uma trilha, que se tomava, por atalhos, até a Costeira do Ribeirão passando pela toca do Uga, local que diziam mal assobrado, e onde apareciam almas do outro mundo e uma linda mulher sedutora de homens.
Descrição Física
O trecho da Praia do Rita, vai desde a Freguesia, aos fundos do Centro Social, até a Toca do Uga, ao Norte da Ponta do Itaqui.
Constituída por uma série de pequenas praias, que algumas vezes tem nomes de seus moradores, como por exemplo Praia do D"Acâmpora, sem contudo ter confirmação oficial ou mesmo, no domínio popular.
São poucos os trechos com areia, sendo um na Freguesia, outro próximo a Cachoeira do Seu Ari, mais outro trezentos metros após, e outro aos fundos da propriedade dos herdeiros de Oswaldo D"Acâmpora.
Dimensões
Extensão - 1.100 metros
Largura - nos trechos utilizáveis como praia apresenta variações entre 3 e 8 metros
Usos e Costumes
Ao longo da costa, encontram-se diversos usos. Praia para banho, praia para pesca, sítio criatório de ostras e mariscos (maricultura) e algumas residências sobre o mar
Denominação Primitiva
Praia do Frade.
Denominações Outras
Além de Saco, configuração da costa em confronto com o mar, encontrou-se mais as seguintes denominações: Saco das Ameixas; Praia do Porto do Ribeirão, em referência a um pequeno riacho que tem desembocadura junto com o Ribeirão; Praia do Canto do Rio em referência a denominação da localidade que banha, Praia da Mutuca por nela existir esse inseto em abundância.
Denominação Atual
Praia do Saco.
Histórico
A denominação, que freqüentemente surge na toponímia, provém do desenho da costa, isto é, uma entrada em arco acentuado e pequeno, do mar junto a costa e em semicírculo, como é o desenho da foz do Rio Ribeirão, que desemboca nesta praia, lodosa e podendo ser caracterizada como mangue.
A denominação variante de, das ameixas, é por que segundo os antigos, em terra fronteira, haviam muitas ameixeiras. O local também é conhecido como Porto do Ribeirão.
O canto, ou Porto do Ribeirão, foi durante muitos anos conhecido por Canto do Candonga, homem que possuía uma armazém junto ao local, e depois, deixou para seu filho adotivo, José, e, por isso, passou a ser chamado de Canto do Zéca do Candonga.
O designativo porto, vem do fato de identificar o local de travessia de rios e também é um topônimo muito usado, como Porto do no Tavares, Porto da Lagoa e outros.
Junto ao Canto do Rio existe uma Cruz Missionária, tradicional, e um estádio de futebol para partidas e torneios amadores .
Descrição Física
A praia forma um longo baixio, com fundo cascalhado e lodoso, com muito berbigão, siris e caranguejos
Localiza-se no Distrito do Ribeirão da Ilha, iniciando junto a praia do Garcia e terminando junto a Ponta do Canto do Rio, quando se aproxima da Rodovia Baldicero Filomeno. Esses marcos são pouco definíveis, pois nascem da indicação popular sem referencial geográfico claro.
Dimensões
Extensão, cerca de 1.000 metros
Largura de 0 a 40 metros
Usos e Costumes
É utilizada exclusivamente para a pesca. Junto a orla começam a ser erguidos ranchos de pescadores, que estão sendo deslocados da praia do Garcia, na medida em que aquela é ocupada por veranistas e moradores. Atualmente os ranchos alcançam a marca dos cinqüenta.
Denominação Primitiva
Acompanhava o nome do morador mais conhecido.
Denominações Outras
Praia do Seu João Serafim, Praia do Seu Olavo, Praia do Seu Luiz, Praia do Seu Osni ou da "venda do seu Osni".
Denominação Atual
Praia do Seu Ernesto.
Histórico
Historicamente esta praia integrava a Praia do Itaqui, mas se configura por uma outra totalmente independente e de característica bem diferentes daquela. Também foi, ou era, designada pelo nome do morador mais próximo e mais conhecido.
Somente nos tempos atuais, a partir de 1950, é que começa a ter uma aplicação mais geral ao público e só então passa a ser chamada pelos diversos nomes acima arrolados. A opção pelo nome do Senhor Ernesto Vieira, falecido em 1968, é uma consolidação e homenagem ao principal e mais conhecido morador desta praia e onde deixou uma grande descendência.
Descrição Física
A Praia do Seu Ernesto tem início junto a Ponta do Museu, uma forte e majestosa estrutura de pedras penetrando ao mar, ao Sul da Praia do Itaqui que vai até às Pedras do Seu Lino Cunha ou do Júlio Capenga.
É uma praia de baía, no Distrito do Ribeirão da Ilha, com águas mansas e rasa, com fundo lodacento ao norte e melhorando para o sul. Areias claras para acinzentado até a saída do Riacho do Júlio e clareia para o lado sul.
É hoje uma praia de recreio e de pesca. Três pequenos riachos deságuam nela e suas águas estão em normais condições de balnearidade.
Dimensões
Extensão - 508 metros
Largura de 3 a 25 metros
Usos e Costumes
A primeira parte da Praia ao norte tem aplicação para entrada e saída de embarcações, para a pesca do siri ou recreio de praia. Banhos de mar somente ao sul e está tendo regular presença de público. Aos poucos ela vai sendo fechada ao acesso popular pelo cercamento das propriedades que ficam entre ela e a Rodovia Baldicero Filomeno.
Denominação Primitiva
Muito embora o nome adotado seja de uso recente, não foi possível identificar topônimo mais antigo.
Denominações Outras
Praia da Dona Marina Lopes; Praia da Dona Adélia, Praia do seu Lúcio.
Denominação Atual
Praia do Seu Lino Cunha.
Histórico
É uma praia sem muita tradição ou referências, não tendo história. É contudo anotada pela população local como indicativo de moradores e outros referencias geográficas. Na verdade é um trecho composto por quatro pequeninas praias e seis costões de pedras em barranco íngreme. As praias variam de 40 a 150 metros e seguem pela Rodovia Baldicero Filomeno desde 10,6 km. Seus nomes, com se percebe facilmente, derivam de moradores que passaram pela região (aliás, todos já falecidos), sendo o mais antigo, cujo nome vai por nós selecionado, o Senhor Lino Cunha.
Descrição Física
Inicia-se, como se disse no histórico, no marco de 10,6 km, e termina no km 11, da Rodovia Baldicero Filomeno. As suas quatros pequenas praias, são constituídas em mar interno, baía, águas calmas e levemente turvas, com areia amarelada e manchas cinza, textura média e de fundo do mar lodoso.
Dimensões
Extensão - 400 metros
Largura - 1 a 8 metros
Usos e Costumes
Foi, e ainda é, utilizada como apoio para a entrada e saída de embarcações, para o mar, em atividade de pesca e de passeio. Foi, também porto de embarque e desembarque de passageiros em épocas quando a comunidade não contava com estradas.
Hoje em dia, constituem-se em área de lazer, nada mais, e quase que particulares pois, não tem fácil acesso ao público.
Denominação Primitiva
Integrava o conjunto de pequenas enseadas do complexo da Praia da Caieira da Barra do Sul e Praia do Defunto.
Denominações Outras
Nada foi encontrado com segurança de registros.
Denominação Atual
Praia do Seu Norberto.
Histórico
Por tratar-se de uma pequena e estratégica praia, porém muito tranqüila esteve sempre aberta à entrada e saída de embarcações de pescadores.
Sua denominação acompanha o nome de antigo morador e proprietário da praia. O Seu Norberto já é falecido e muito pouco lembrado por quem utiliza esta praia.
Realmente foi prática dos antigos açorianos se considerarem proprietários de praias (aliás isto está confirmado em algumas antigas escrituras) e por isso, essas tomavam o nome do seu possível proprietário
Segundo se apurou o Senhor Norberto de Tal, faleceu antes de 1960, suas antigas terras estão hoje subdivididas entre vários terceiros adquirentes e a praia ficou com difícil acesso por estreito e pequeno caminho dificultando seu uso por um maior público.
Descrição Física
É uma praia de baía (Baía Sul) em mar intermédio e próximo da Barra do Sul. Tem aprofundamento suave ao mar, areia amarelo claro, de textura média, com algumas pedras de diversos tamanhos e no seu canto direito deságua um pequeno riacho desenhando um bonito panorama e tornando-a muito agradável. Situa-se entre a Praia da Caieira da Barra do Sul e a Praia do Defunto. Seu desenho é de um pequeno saco.
Dimensões
Extensão - 42 metros
Largura de 3 a 15 metros
Usos e Costumes
Tem três utilidades básicas: primeiramente como porto para as baleeiras que transportam turistas com destino a naufragados e ou passeios marítimos; em segundo como local de recreio para banhistas, camping e apoio para a pesca submarina e em terceiro para práticas de pescadores artesanais ou mesmo amadores de pescaria em alto mar, partindo para as Ilhas das Três Irmãs, Moleques do Sul e outras
Denominação Primitiva
Fazia parte da Praia da Caieira
Denominação Outras
Praia do Seu Pedrinho
Denominação Atual
Praia Grande
Histórico
É uma praia com poucos dados históricos referenciais. Ela integrava o conjunto do Saco da Caieira da Barra do Sul, sendo o primeiro segmento da Praia da Caieira até a Ponta do mesmo nome.
Posteriormente, para diferenciá-la da outra, passou a ser chamada de Praia Grande ou Praia do Seu Pedrinho, um Senhor dono de um armazém na localidade. Nos mapas consultados o nome de Praia Grande, vem aparecer após os anos sessenta. Foi encontrado, no Mapa de Bellegarde, o nome, nunca conhecido pela população, de Praia do Sítio Velho, talvez por possuir, no local, duas antigas casas coloniais, de grande porte, e de proprietários rurais constituindo um sítio.
Descrição Física
É uma bela praia, de areia fina e branca, com algumas formações de Dunas, e chegada de alguns córregos. Rodeiam-na um Morro com exuberante vegetação que integra a Reserva Florestal da Mata Atlântica. Entre a estrada e a praia, por cima das dunas, existe uma vegetação, pequenos arbustos, com muitas pitangueiras, dando-lhe muita sombra. O mar é límpido e calmo, com característica intermediária entre o mar grosso e o mar manso, pois está quase ao término da Baía Sul. Seu porto inicial fica na Ponta do Sinal, e termina na Ponta da Caieira, onde se localiza uma bela vivenda colonial do século XIX.
Tanto em seu começo, como ao final, desembocam córregos de caudal expressivo, ou cachoeiras, como são designados, pelo povo.
Dimensões
Extensão - 1.000 metros
Largura - 8 a 40 metros
Usos e Costumes
Tem como principal função ser Balneário, e secundariamente, como veraneio, ou residenciais temporárias, muita embora possua uma população fixa, em trono de 600 habitantes. Tem infra estrutura para acampamento - Camping, com aluguéis de áreas e de Barracas, sendo bastante freqüentado .
É utilizada, raramente, como praia de pesca e entrada e saída de embarcações.
































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