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Baía Norte
Denominação Primitiva
Praia do João Manso de Avelar.
Denominações Outras
Praia da Sede; Praia da Freguesia; Praia de Santo Antônio.
Denominação Atual
Praia de Santo Antônio de Lisboa.
Histórico
A comunidade de Santo Antônio de Lisboa é uma das mais antigas da Ilha de Santa Catarina. Seu iniciador, João Manso de Avelar, nome com que foi conhecida, inicialmente a praia, arribou ao local, após a morte de Dias Velho, isto é ao final do século XVII e início do XVIII.
Foi-lhe dado, ao povoado, nome de Santo Antônio de Lisboa, porém, com a chegada dos açorianos em 1750, passou a ser denominada de Nossa Senhora das Necessidades. Contudo, o nome de Santo Antônio, jamais foi retirado do uso popular, até se consagrar, com a organização político administrativa do Brasil, com a Independência. Hoje é um Distrito populoso, próspero, e de muita tradição.
Como a praia banha a Sede do Distrito, bem defronte à praça e à igreja, consagrou-se como sendo a Praia da Sede de Santo Antônio de Lisboa, nome muito apropriado, sendo simplificado no conjunto, retirando-se o indicativo da sede, adquirindo valor cultural, para toda a comunidade e para o Município de Florianópolis.
Descrição Física
A Praia de Santo Antônio de Lisboa é, uma praia interna, Baía Norte, de mar manso areia média e amarelada, com alguns trechos acinzentados pelo deságüe de pequenos riachos e que acompanha a estrada de acesso à sede da Vila. Inicia-se, ao Norte, no riacho Quilombo e termina na Ponta de pedra conhecida como Pedra do Padre.
Em seu contorno, existem, moradores, a Praça da Vila, arborização, acesso aberto ao público e contando com uma paisagem atrativa e repousante. Alguns prédios centenários e históricos a rodeiam, alguns restaurados, e outros, em tratamento pela própria comunidade.
Dimensões
Extensão - 750 Metros
Largura de 2 a 40 metros
Usos e Costumes
Como se anotou no histórico, a Praia de Santo Antônio de Lisboa, sempre serviu de apoio, para aceso ao mar, pela comunidade local. Primitivamente todos os transportes eram marítimos. Raramente alguém viera ao centro de Florianópolis, para serviços, ou mesmo passeio, por terra, de carroça ou de carro de Boi.
Hoje em dia, tanto a Praia como a sede, têm funções recreativas e de turismo cultural. Verdadeiramente, Santo Antônio, é um forte centro da cultura açoriana.
As atividades de pesca, principalmente do camarão, estão presentes, e a maricultura desta praia é a precursora desta próspera atividade. Foram os experimentos iniciais dessa técnica em Santa Catarina, realizadas em Santo Antônio de Lisboa.
Denominação Primitiva
Praia da Ilha de São Francisco de Paula.
Denominações Outras
Praia da Ilha do Argentino e da Ilha do Francês.
Denominação Atual
Praia da Ilha do Francês.
Histórico
A Ilha do Francês é uma pequena ilhota, situada na altura da ponta sul da Praia de Canasvieiras e distando cerca de 1.100 metros em linha reta da costa.
Primitivamente era denominada, conforme registram mapas cartográficos passados, de Ilha de São Francisco de Paula vez que é o Padroeiro de Canasvieiras. Aliás, foi um topônimo aplicado inclusive para hoje Praia de Jurerê, e que tivera sido chamada também de Praia da Ponta Grossa.
Assim a pequenina praia, que facilita o aporte, entrada e saída, inclusive para quem chega a nado, desde a praia de Canasvieiras à Ilha do Francês, recebe esta denominação Praia da Ilha do Francês.
Descrição Física
Apresenta características de praia de baía, Baía Norte, mar manso e calmo, águas límpidas, areia média amarelada e piso com declive suave.
Dimensões
Extensão - aproximadamente 60 metros
Largura - 1 a 8 metros
Usos e Costumes
Na verdade esta praia é tida popularmente como praia particular, o que não pode legalmente acontecer, pois todas as praias são, constitucionalmente Patrimônio da União, bens públicos e de livre acesso.
Mesmo assim é freqüentemente utilizada por embarcações de veranistas, pescadores e esportistas. Há quem a visite, provindo a nado desde Canasvieiras ou de Jurerê Internacional.
A Ilha hoje não é mais propriedade de um cidadão francês, porém de um argentino e por isso, a praia chega a ser denominada de Praia do Argentino.
Denominação Primitiva
Praia de Fora. Uma antiga prática toponímica, para identificar a praia que ficava do outro lado de uma pequena península, e secundária da principal, neste caso, a de Caiacangamirim. Várias são, ainda hoje, as praias com essa denominação.
Denominações outras
Tapera da Base Aérea, Tapera do Norte e Taperinha buscando não confundir com praia da Tapera, mais ao sul e após a Ponta do Caiacangaçu.
Denominação Atual
Praia da Tapera, já consagrada pelo uso e assim registrada em muitos mapas.
Histórico
Assim como a Praia de Caiacangamirim, ao norte da Ponta do mesmo nome, a Praia da Tapera foi local de vivência dos índios Carijó. Tapera é designação de pequena casa de índios. Popularmente, no português, veio a designar casa abandonada, em ruínas, ou simplesmente, local abandonado . Tal leva a crer, que a Praia da Tapera foi desabitada e abandonada por muitos anos, desde o extermínio do Carijó.
Realmente é do início do século, provavelmente ao final da década de vinte, quando a região começa a ser ocupada pela Base Aérea, é que surgem os primeiros habitantes brancos. Passou a servir de apoio para a pesca, pois a proximidade de duas pequenas ilhas, a das Laranjeiras e a da Dona Francisca (das Flechas ou do Fleury) facilita a faina da pesca e ainda mais que há um enorme baixio onde abunda o berbigão.
Somente nos anos sessenta, é que entra no rol de praias de veraneio e de recreio dos florianopolitanos, ficando, a praia, com característica de praia familiar e semi pública.
Descrição Física
É uma praia de baía, interna, de águas mansas. Recebe maior impacto com o vento sudoeste ficando protegida por duas ilhotas. Tem limites ao norte com a ponta de Caiacangamirim e, ao sul na restinga que liga a praia, em marés baixas, a Ilha Dona Francisca. Sua areia é média e amarelada. O fundo do mar apresenta-se levemente lodoso e algumas partes cascalhadas. É piscosa e muito freqüentada por banhistas e pescadores amadores. Integra a área do Distrito do Ribeirão da Ilha.
Dimensões
Extensão - Aproximadamente 520 metros
Largura de 2 a 11 metros
Usos e Costumes
Atualmente é uma praia de recreio. Possui mais de quarenta residências fixas junto a praia e uma centena circunvizinhas, sendo portanto bairro residencial e familiar.
A pesca está, aos poucos, sendo deslocada para a praia do Garcia e/ou, Canto do Rio e Saco.
Denominação Primitiva.
Praia da Ilha das Vinhas, nome dado à ilha fronteiriça, facilmente alcançável por embarcações, e a nado, a partir desta praia.
Denominações Outras
Com outros designativos ou usos consagrados, nada foi encontrado. Popularmente, em informações orais colhidas, foi denominada de praia do Gainete, entre o final do século XIX e início do XX. Gainete referia-se a um senhor de origem francesa que, no local tivera uma fábrica de sabão, outra para curtir couros e outra de refrigerantes, essa última vocação ainda presente na localidade. O nome Gainete é uma corruptela de Gean Guinot e, que com o uso, tornou-se nome de registro oficial e familiar, ainda presente em Florianópolis, Família do Sr. Carlos Gainete.
Denominação Atual
Praia do José Mendes, que é o topônimo encontrado nos Mapas e em usos por todos os habitantes locais.
Histórico
O topônimo deriva do nome do Senhor José Mendes dos Reis, um cidadão que veio de Portugal, contratado pelo Vigário da Paróquia de Nossa Senhora do Desterro, em 1726, para vir ser o Sacristão da Paróquia. O Sacristão, à época, era, não só ajudante das Missas, como também, o administrador e cartorário dos expedientes paroquiais. Casou-se ele com uma das filhas do Frei Agostinho da Trindade, Vigário da Paróquia de Nossa Senhora do Desterro, e que por isso, recebeu por dote as terras do Morro da Queimada incluindo a praia e a ponta de terra à jusante. Terras, Ponta e Praia do Senhor José Mendes. Um dos filhos de José Mendes, com o nome do avô, tornou-se sacerdote e passou a se chamar também, de Frei Agostinho da Trindade.
Descrição Física
Localiza-se no Bairro do mesmo nome, e integra o território do Sub- Distrito do Saco dos Limões.
Trata-se de uma pequena praia, com pouca largura de areia média, possuindo alguns grãos maiores, e amarelada. Tem águas mansas e rasas, só agitáveis com o vento sudeste. Inicia junto ao lado sul da Ponta do José Mendes e termina em um conjunto de pedras ao norte da Ponta do Saco dos Limões. A população local a utiliza freqüentemente.
Oferece boas condições para entrada e saída de embarcações. É utilizada por pescadores.
Possui uma entrada aberta ao público.
Dimensões
Extensão 320 metros
Largura de 1 a 8 metros
Usos e Costumes
Utilizam-na os pescadores para entrada e saída de barcos para a captura do camarão e peixe pequeno, como atividades de esporte ou de complementação de renda familiar.
Denominação Primitiva
Praia do João Manso de Avelar.
Denominações Outras
Praia da Sede; Praia da Freguesia; Praia de Santo Antônio.
Denominação Atual
Praia de Santo Antônio de Lisboa.
Histórico
A comunidade de Santo Antônio de Lisboa é uma das mais antigas da Ilha de Santa Catarina. Seu iniciador, João Manso de Avelar, nome com que foi conhecida, inicialmente a praia, arribou ao local, após a morte de Dias Velho, isto é ao final do século XVII e início do XVIII.
Foi-lhe dado, ao povoado, nome de Santo Antônio de Lisboa, porém, com a chegada dos açorianos em 1750, passou a ser denominada de Nossa Senhora das Necessidades. Contudo, o nome de Santo Antônio, jamais foi retirado do uso popular, até se consagrar, com a organização político administrativa do Brasil, com a Independência. Hoje é um Distrito populoso, próspero, e de muita tradição.
Como a praia banha a Sede do Distrito, bem defronte à praça e à igreja, consagrou-se como sendo a Praia da Sede de Santo Antônio de Lisboa, nome muito apropriado, sendo simplificado no conjunto, retirando-se o indicativo da sede, adquirindo valor cultural, para toda a comunidade e para o Município de Florianópolis.
Descrição Física
A Praia de Santo Antônio de Lisboa é, uma praia interna, Baía Norte, de mar manso areia média e amarelada, com alguns trechos acinzentados pelo deságüe de pequenos riachos e que acompanha a estrada de acesso à sede da Vila.
Inicia-se, ao Norte, no riacho Quilombo e termina na Ponta de pedra conhecida como Pedra do Padre.
Em seu contorno, existem, moradores, a Praça da Vila, arborização, acesso aberto ao público e contando com uma paisagem atrativa e repousante. Alguns prédios centenários e históricos a rodeiam, alguns restaurados, e outros, em tratamento pela própria comunidade.
Dimensões
Extensão - 750 Metros
Largura de 2 a 40 metros
Usos e Costumes
Como se anotou no histórico, a Praia de Santo Antônio de Lisboa, sempre serviu de apoio, para aceso ao mar, pela comunidade local. Primitivamente todos os transportes eram marítimos. Raramente alguém viera ao centro de Florianópolis, para serviços, ou mesmo passeio, por terra, de carroça ou de carro de Boi.
Hoje em dia, tanto a Praia como a sede, têm funções recreativas e de turismo cultural. Verdadeiramente, Santo Antônio, é um forte centro da cultura açoriana.
As atividades de pesca, principalmente do camarão, estão presentes, e a maricultura desta praia é a precursora desta próspera atividade. Foram os experimentos iniciais dessa técnica em Santa Catarina, realizadas em Santo Antônio de Lisboa.
Denominação Primitiva
A mesma, porém sem o atributo, grande.
Denominações Outras
Nada foi encontrado.
Denominação Atual
Praia do Cacupé Grande
Histórico
A origem toponímica é a mesma registrada na praia anterior do Cacupé Pequeno, nada restando, para ser acrescentado, senão que, esta praia está separada do Cacupé Pequeno pela Ponta do Cacupé Grande, e termina num maciço de pedras ao Sul, denominada de Ponta do Siqueira.
Aos inícios dos anos sessenta, o Serviço Social do Comércio, Regional de Santa Catarina, fundou, nesta praia, uma Colônia de Férias para comerciários e que hoje pode ser enquadrada como de moderna estrutura. É um local agradável, entre morros, selva e mar.
Descrição Física
A Praia do Cacupé Grande, é uma praia aberta ao público, não é longa, mas tem excelentes condições balneárias, possuindo ondas fracas, mar calmo de baía, areia amarelo claro, textura média e fundo de mar limpo. Bastante sombreada, e tendo por limites as Pontas do Cacupé Grande e do Siqueira. Tem um desenho em curva suave e nela deságuam dois pequenos riachos vindos do Morro do Cacupé. Seu acesso é fácil, próximo ao centro de Florianópolis e através de Rodovia de excelente qualidade.
Dimensões
Extensão - 650 metros
Largura - de 1 a 12 metros
Usos e Costumes
Cacupé Grande é, hoje, uma região balnearia e de recreio. Poucos são os moradores fixos e também poucos os que possuem casa de veraneio, geralmente grandes propriedades.
Além da excelente Colônia de Férias do SESC de Santa Catarina, possui restaurante e regular transporte coletivo.
A infra-estrutura turística está em seu começo, e, durante a temporada de verão, tem grande freqüência por parte de público constituído por pessoas que vêm e voltam num mesmo dia, à praia.
Denominação Primitiva
Praias do Cacupé
Denominações Outras
Praia do Vivino, Praia do Hipólito ou das Irmãs, Praia do Zé da Benta, Praia doTeodoro.
Denominação Atual
Praia do Cacupé Pequeno.
Histórico
Cacupé, vocábulo indígena, tupi-guarani, que na versão atual significa verde por- trás do morro. Numa interpretação analítica, é possível dizer-se que se refere à ponta de terra, com verde abundante, no morro e por trás dela. Aliás, este é o panorama de Cacupé, e que se aplica, não somente a uma ponta, aliás para as duas e toda a região, e tudo com muita vegetação. Por serem duas as pontas, estão diferenciadas, na atualidade, em Cacupé Pequeno, ao Norte, e Cacupé Grande, ao Sul.
A denominação Cacupé, se aplica a toda a comunidade e a sua área balneária. O verde que possuem as pontas, que circundam os morros e outras diversas formas adorna todas as praias que compõem o Cacupé, nome originário do Carijó.
Os quatros trechos, separados entre si por falsas pontas de pedras e pequenos morros, são popularmente designadas, pela ordem Norte/Sul, de Praia do Vivino, Praia do Hipólito ou das Irmãs, Praia do Zé da Benta, Praia do Teodoro, todos que foram moradores locais, já falecidos.
É região tradicional da Ilha de Santa Catarina, local afastado dos grandes movimentos de estrada e de turismo massivo.
Descrição Física
Na verdade o Cacupé Pequeno é composto de quatro trechos de praias arenosas, de textura média, amarelas claras, mar interno, de baía e manso, sombreados, e com pisos de faixas estreitas e cercadas por um conjunto de edificações, propriedades de veraneio, ou ainda poucos residentes, impedindo, na maior parte, o acesso do público.
No fundo do mar, surgem pequenos pedaços lodosos.
Seus limites podem ser definidos, ao Norte com a Ponta do Forte, e ao Sul, com a Ponta do Cacupé Grande.
Dimensões
Extensão - 1.800 metros, entre os dois extremos, e cerca de 1000 metros em praias
Largura de zero a 60 metros
Usos e Costumes
Secularmente, as praias do Cacupé, foram utilizadas para pesca e, do lado oposto para morada de nativos, fruto da colonização açoriana, onde cultivavam a mandioca, o feijão, o milho, laranjas e outras frutas, e ainda criavam o gado. Vários Engenhos de farinha existiram na localidade.
Hoje o Cacupé é área turística, principalmente para o turismo local. Fraco é o movimento de turistas nacionais e/ou internacionais.
No inverno, é uma área quase deserta, com as casas de recreio e de veraneio pouco freqüentadas. Ultimamente está sendo preferida como local residencial de aposentados.
Denominação Primitiva
Praia da Ponta do Gravatá
Denominações Outras
Nada para registro
Denominação Atual
Praia do Gravatá
Histórico
O topônimo desta praia deriva do nome da ponta de terra, em elevado morro, situada ao seu lado norte, com o nome de Ponta do Gravatá. Essa Ponta é muito antiga e recebeu esta denominação dos pescadores e navegadores para os quais servia de orientação.
Suas pedras possuíam e ainda possuem, muitas bromélias as quais o povo denomina genérica e equivocadamente de gravatá. Aliás, o gravatá é um vegetal que tem também o nome indígena de caraguatá e com os gêneros Aechnnea, Belbergia, Bromelia, cryplanthus, Dickia etc.
Tanto a ponta, bem como, a praia estão registradas em todos os mapas consultados desde do ano 1786.
Descrição Física
Trata-se à Praia do Gravatá de uma pequenina praia, virada para o Oceano Atlântico, lado leste da Ilha de Santa Catarina e portanto com ondas fortes, águas frias, cristalinas e de forte salinidade.
Seu piso é de areia fina, alva, macia ao pisar e aprofundamento suave.
Situa-se num pequeno saco ou calheta, no Distrito da Lagoa da Conceição e entre as Praia da Joaquina e Praia Mole, ao sul da Ponta do Gravatá.
Dimensões
Extensão - de 43 metros
Largura de 12 a 18 metros
Usos e Costumes
A Praia do Gravatá tem uso bastante limitado e restrito. Seu acesso é dificílimo sendo proeza para quem gosta de alpinismo ou de exercícios de fortes caminhadas, portanto missão para quem tenha muita habilidade em trilhas pedregosas e repleta de obstáculos.
Pelo mar seu atracamento é também difícil, porém é o mais freqüentemente adotado.
Só muito recentemente está sendo descoberta e referenciada para os amantes do excursionismo e do ecoturismo.
Denominação Primitiva
Praia do Mandú
Denominações Outras
Praia do Mandú, Praia do Campeche, Praia das Areias
Denominação Atual
Praia do Morro das Pedras
Histórico
Toda a costa leste, da Ilha de Santa Catarina, volta-se para o Oceano Atlântico, e é adornada por um conjunto de praias alvas e longas, separadas entre si por fracos detalhes geográficos, geralmente pequeníssimas pontas de terra.
A Praia do Morro das Pedras, como é chamada a partir de 1970, é uma dessas praias do leste ilhéu, e que apresenta uma utilização muito recente.
Sua denominação teve várias raízes, e não se firmou com as designações anteriores por ter realmente pouca utilização. Passou em princípio, a ser chamada de Mandú como numa seqüência da Praia que hoje é a Armação. Depois, Areias porque a área que lhe fica confinante é denominada de Areias do Campeche, e finalmente do Morro das Pedras, porque a comunidade local, passa a ser conhecida por essa denominação, separando-se das Areias. É uma comunidade muito recente, embora o Morro das Pedras seja referenciado, segundo o Atlas Geográfico de Santa Catarina, desde a metade do século XIX. Realmente o nome, Morro das Pedras lhe fica mais ajustado, pois a Ponta que lhe dá início, tem essa denominação.
Descrição Física
Quem chega ao lado leste da Ilha de Santa Catarina, pela Rodovia SC-405, Km 20, assim que avista o mar, depara-se com esplendoroso panorama. A Praia do Morro das Pedras com ondas largas, bravias cobertas de espuma branca a aspergir água pelo ar, como diz o poeta "O mar bramia, e erguendo seu dorso altivo, sacudia a branca espuma para o céu sereno", o bater junto ao conjunto de gigantescas pedras na costa, espumando e se banhando como mar todo o horizonte, desenha uma quadro que retém o observador, por horas a fio, tendo inclusive, já consagrado, um mirante com estacionamento e local para fotos.
A praia é longa e larga, com ondas fortes, perigosa para banhos de mar, porém propícia aos esportes do surf, no que é muito recorrida.
Integra o Distrito do Ribeirão da Ilha fazendo limite com o novo Distrito do Campeche.
Dimensões
Extensão - 2.450 metros
Largura - 5 a 45 metros
Usos e Costumes
Trata-se de pequeno uso para a pesca, sendo uma praia preferentemente balnearia muito embora tenha fortes ondas e muito repuxo, portanto, desaconselhável para quem não tem bom domínio de marés.
É muito procurada pelos surfista, pois suas ondas são muito favoráveis a prática desse esporte, que está em moda na juventude.
Tem um boa infra-estrutura turística, com hotéis, restaurantes e outros serviços, e tem fácil acesso, está aberta ao grande público.
Coisa relativamente rara, na Ilha de Santa Catarina, é encontrar praias tão aberta ao público, como é o caso.
Denominação Primitiva
Praia da Ponta do Sambaqui
Denominações Outras
Nada foi encontrado
Denominação Atual
Praia do Posto do Sambaqui
Histórico
A denominação desta praia, deu-se em decorrência da presença no local de um Posto Alfandegário e de Fiscalização do Trânsito de Embarcações, este por delegação da Capitania dos Portos de Santa Catarina.
O Posto, foi instalado por volta de 1890, e funcionou até 1960, quando o último funcionário aposentou-se. Tinha a finalidade de aduana, para mercadorias importadas e, inclusive, do mercado nacional costeiro, e que ali desembarcavam, provindas de Navios de maior calado, e que não podiam entrar até o Porto do Desterro, por falta de calagem, (outras vezes, o canal necessitava dragagem, o que raramente era feito e, como resultado pesou sobremaneira na desativação, em 1950 do Porto de Florianópolis), ou posteriormente, Florianópolis. As mercadorias chegavam ao trapiche ( do trapiche que esteve de pé até 1975 - aproximadamente - só restam pedaços das estacas),por embarcações chamadas de chatas (ou Xatas ?). Por tudo isso passou a ser a Praia do Posto.
Aliás o prédio do Posto, uma casa de arquitetura colonial, luso-açoriana, lá está, e foi entregue à comunidade para sede de sociedade e cultura, e outros serviços comunitários.
Por todo esse encargo, é que o Sambaqui, transformou-se em uma comunidade tradicional, hoje muito freqüentada.
Descrição Física
É uma praia de mar manso, com areia amarela escura, grossa e contorno irregular começando no pé do Morro da Barra do Sambaqui, onde, também tem início a estrada, e terminando junto à Cruz da Ponta do Sambaqui.
Serve também, como ponto de apoio para a maricultura.
Dimensões
Extensão - 380 metros
Largura de 1 a 10 metros
Usos e Costumes
Toda a região desempenha dupla função social, área residencial e área de turismo. Complementarmente desenvolve atividade de pesca e de criação de ostras e mariscos maricultura, possuindo muitos ranchos de pescadores.
Como se disse, a bela Ponta do Sambaqui é Sitio Arqueológico, e portanto Patrimônio Nacional, sendo área de proteção e de conservação permanentes, e, por isso não edificante.
Denominação Primitiva
Em todos os mapas consultados, e consultas bibliográficas procedidas, apontaram sempre a mesma denominação.
Denominações Outras
Nada a registrar, ainda que, antes do aterro para a construção da Avenida Waldemar Vieira tenha, pelo povo, subdivisão em Praia da Vila Operária, Praia do seu o Campo Moré e Praia do Canto do Saco. Eram designações sem nenhum registro cartográfico, e, hoje, nada mais significam para a comunidade, a não ser a Praia do Ferrujo, a ser relatada logo a seguir.
Denominação Atual
Praia do Saco dos Limões.
Histórico
A denominação Saco dos Limões deriva, em primeiro lugar, da configuração Geográfica saco, isto é, uma prolongada e fechada enseada. E, segundo, dos limões, por ter, a região banhada pela praia e pelo Saco, muitos limoeiros.
O limão era fruto muito procurado pelas embarcações, com a finalidade de preparar refresco, e xarope para o tratamento do escorbuto, uma virose que provocava elevada desidratação, podendo levar a morte. Era considerada, a temida doença de bordo, e por isso, todo o navio que se prezasse deveria ter limões a vontade para socorre à tripulação e passageiros. Todos os barcos que passassem pelo Porto e pela Ilha de Santa Catarina deveriam colher, ou comprar, limões, no Saco dos Limões.
Virgílio Várzea em "A Ilha", registra que na Praia de Saco dos Limões funcionaram muitas caieiras.
Com o aterro para a construção da Avenida Wademar Vieira, a praia sofreu muitas alterações. Atualmente com mais um aterro, agora para implantação da Via Expressa Sul, a antiga praia, desapareceu.
Uma nova praia de areia branca e fina, está a se formar na orla nova. É a nova Praia do Saco dos Limões.
Descrição Física
Localiza-se na Sede do Sub- Distrito do Saco dos Limões, tendo início no lado Sul da Ponta do Saco e termina junto a foz do riacho da Gema do Ovo no Canto do Saco. Trata-se de uma praia argilo lodosa.
Apresenta uma constituição de mangue.
Dimensões
Extensão
1.350 metros
Largura de 2 a 28 metros
Usos e Costumes
Tem ela como principal uso, servir de acesso ao mar pelos pescadores, para a pesca do camarão e da coleta do berbigão. Existe no local grande quantidade de berbigão, e sua coleta é procedida, principalmente por mulheres.
Em função da pesca, surgiram, ao longo dela, muitos ranchos de pescadores para guarda de seus apetrechos e de embarcações, Foram 120 ranchos, e mais de trezentas embarcações. Contudo, pescadores profissionais, não alcançam uma dúzia, sendo os demais amadores para complementação de renda familiar e pratica esportiva. Esses ranchos foram indenizados por ocasião do Aterro hidráulico (1996), porém com a paralisação das obras, vão aos poucos retomando, muito embora a empresa construtora tenha edificado três grandes galpões, para as mesmas funções.
Denominação Primitiva
Várias com predomínio de Sambaqui
Denominações Outras
Várias anotadas no histórico
Denominação Atual
Praia do Sambaqui
Histórico
Toda a sua costa de mar interno, é desenhada por um conjunto variado e numeroso de pequenas praias. Suas denominações decorrem de acidentes, ou formações geofísicas, ou ainda de antigos moradores, e que foram proprietários das áreas limítrofes com essas praias.
A Praia do Sambaqui é, assim, uma praia recortada em quatro trechos de pequenas e aprazíveis praias. Recebem cada uma dessas, nomes diferentes, formando todo o conjunto da Praia do Sambaqui. Por isso, existem as denominações populares para cada trecho como Praia do Seu Rafael, Praia do Seu Zéca, Praia da Laje do Gato, Praia do Canto do Sambaqui, Praia da Ponta, e outras.
Como quase toda a extensão da praia está constituída de propriedades, tanto o lado do mar como as terras à direita da estrada, e que estão essas edificadas, ficou, a praia, fechada ao público com raríssimos pedaços (Canto Sambaqui) abertos. Essa é a regra geral, para a praia, veranistas e residências temporárias, ou de recreio, do lado do mar, e as da outra margem da estrada de residências fixas, quase sempre de nativos da região.
O Topônimo sambaqui, é de origem indígena - carijó, e identifica monte de lixo, ou de despejos de material inservível dos índios. Aproveitavam, eles, os casqueiros, os demais dejetos para sobre eles fazerem seus fogos de cozimento de alimentos, como também, aproveitavam a área para sepultamentos. Os Sambaquis se constituem em valiosíssimos registros da cultura primitiva e, por isso, são, reservas permanentes e Patrimônio Nacional.
Descrição Física
Tomando a direção, Norte /Sul definida para este trabalho, dá-se, a Praia do Sambaqui, iniciada no lado Sul da Ponta do Sambaqui, área muito lodosa e carregada de algas, limo e pedras. Segue até uma outra pequena ponta, sem denominação especifica, quando, após ela tem início um trecho de praia de areia média, escura e de mar manso. Encontra uma outra ponta divisória, formação de pedras sobre o mar, até desaguar no principal trecho de praia, de areia amarela de textura média com ondas calmas, bastante sombreada, e muito bonita. Essa, segue até as pedras da Laje do Gato prosseguindo por trechos entre areia e rocha, até o riacho do Quilombo, que a separa da Praia de Santo Antônio de Lisboa, sede do distrito ao qual integra todo o conjunto do Sambaqui.
Dimensões
Extensão - 1.150 metros
Largura entre 0 e 25 metros
Usos e Costumes
Trabalho, residência e recreio constituem os principais usos do Sambaqui como comunidade tradicional organizada, densamente ocupada, e que oferece atrativos naturais e culturais abundantes.
A maricultura está bastante desenvolvida, mas há a pesca do camarão e de peixes costeiros, sendo atividade, atuante e dinâmica.
O turismo é muito restrito ao modelo interno, pois não possui instalações hoteleiras restando os aluguéis de casas. Sua infra-estrutura turísticas necessita de melhorias.
Possuiu um grupo folclórico tradicional, para apresentações musicais, com destaque para o Boi de Mamão da Barra do Sambaqui.
Denominação Primitiva
Não foram encontradas referências
Denominações Outras
Praia do Toló ou da Ratazana
Denominação Atual
Praia do Sinfrônio
Histórico
Esta Praia do Sinfrônio, inscreve-se naquelas que têm pouca história para contar. O nome como se percebe, deriva de um Senhor, nome próprio, que era o proprietário das terras que encostavam nela. Um outro vizinho próximo, o Seu Toló , que alguns dizem ser Toloa também é lembrado para identificar a praia. Outros ainda, a denominam de Praia da Ratazana, por que muitos são os grandes ratos, no local.
De qualquer forma, o maior número dos entrevistados, a conhecem pelo nome Sinfrônio como indicativo seguro desta Praia. Fica então consagrada a denominação de Praia do Sinfrónio.
Descrição Física
E, a Praia do Sinfrônio, uma pequena e aprazível Praia, pouquíssimos são os moradores próximos, tendo gramíneas e árvores a cercá-la, proporcionando a organização de uma praia bastante sombreada.
Suas águas são tranqüilas e aparentemente limpas. Integra o Conjunto da Ponta do Sambaqui, também denominada de Barra do Sambaqui, no Distrito de Santo Antônio de Lisboa.
Seus limites são definidos, ao Norte e ao Sul, por pequenas pontas de terra, que não possuem denominação. Está aberta ao público, em sua maior parte.
Nela deságuam dois pequenos riachos, deixando as areias com coloração acinzentada.
Dimensões
Extensão - 300 metros
Largura 1 a 8 metros
Usos e Costumes
Dentre as funções estão a de recreio e pesca. Poucos são os Moradores fixos, junto à praia. Na sua maioria, moram nos morros da Barra do Sambaqui.

















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